Mulheres sofrem tratamento injusto e violento

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DÍLI- O sofrimento e tratamento injusto e violento para com as mulheres timorenses mantêm-se atualmente em alguns setores da sociedade, alertou o Presidente do Parlamento Nacional (PPN), Aniceto Guterres, no âmbito da comemoração do Dia Nacional da Mulher.

“A sociedade mostra que as mulheres sofrem ainda hoje com a violência. Nesta ocasião, quero dar a atenção às mulheres”, referiu.

Aniceto Guterres afirmou ainda que esta celebração tem como objetivo relembrar o papel das mulheres na sociedade timorense e refletir, entre outros, sobre aspetos como a sua participação na evolução da sociedade, revolução política e desenvolvimento nacional.

“Cada um pode fazer uma reflexão individual”, disse, no seu discurso, Aniceto Guterres, esta quinta-feira (05/11), no âmbito da comemoração do Dia da Mulher, no Parlamento Nacional.

Para o dirigente parlamentar, os homens e as mulheres têm “uma capacidade singular para se motivarem uns aos outros”, formando uma sociedade dinâmica e inclusiva.

Aniceto Guterres mostra-se preocupado com a questão da igualdade género que tem efeitos transversais, a nível do desenvolvimento social, político e económico. Lembrou, contudo, que a participação de 30% das mulheres no Parlamento Nacional é das mais elevadas na Ásia.

“A participação das mulheres é abordada numa perspetiva de igualdade de género, mas tem a contribuição de todos os homens e mulheres”, acrescentou.

Já a presidente do Grupo das Mulheres Parlamentares de Timor-Leste (GMPTL), Judit Dias Ximenes, disse que, na era da independência, as mulheres continuam a viver na insegurança, tanto na família como na sociedade.

Judit Ximenes lembrou que o Presidente da República decretou o 03 de novembro Dia Nacional da Mulher, em memória de Maria Tapó, que morreu na luta pela independência do país.

A deputada acrescentou que esta comemoração tem como objetivo retirar as mulheres de casa para que possam ter acesso a educação, saúde e serviços públicos.

“Pergunto aos líderes o que significa um país soberano, se algumas pessoas se mantêm vítimas na família e na sociedade. Onde está a soberania do país, por exemplo, no caso de Rai-Kotu, mas também em outros locais?”, questionou. (jry)

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