MTCI estuda possibilidade de empresas timorenses produzirem equipamentos de proteção de Covid-19

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DÍLI – O Diretor-Geral da Indústria e Cooperativas do Ministério do Turismo, Comércio e Indústria, António da Costa, disse que está a ser estudada uma cooperação entre o Governo e as empresas timorenses para a produção de equipamentos de proteção individual para o coronavírus.

Segundo o diretor, o Executivo devia cooperar com as empresas timorenses, nomeadamente alfaiatarias, para que sejam produzidos equipamentos de prevenção do Covid-19.

“Vemos a condições que estamos a enfrentar. Há falta de máscaras, luvas e vestuário de proteção do coronavírus no mercado e nas clínicas”, disse António da Costa, esta quinta-feira (02/04), à jornalista do Timor Post, em Bebora, Díli.

O diretor sublinhou, contudo, o empenho do ministério para resolver esta questão da falta de equipamentos de proteção individual.

“Estamos a planear a criação de uma equipa conjunta e, por isso, tentamos coordenar-nos com o MTCI para que esta questão seja resolvida através da cooperação com empresas timorenses, nomeadamente alfaiatarias”, afirmou.

Malik, empresário timorense proprietário da Ali Têxtil Di’ak, mostra-se, por sua vez, disponível para cooperar com o Governo e outras empresas timorenses na produção destes equipamentos.

“Estamos prontos [para cooperar com o Governo], mas é importante termos matérias-primas, como tecidos. Podemos adquiri-los na Indonésia, pois é mais perto”, defendeu.

Recordando que, durante o período do estado de emergência, a Polícia Nacional de Timor-Leste tem proibido a abertura de lojas que não comercializem bens essenciais, o empresário pediu ao Governo que autorizasse a sua alfaiataria a vender diariamente máscaras.

“Já vendemos máscaras durante duas semanas. Cada uma era vendida de um a três dólares, dependendo da qualidade dos tecidos. Ganhávamos, por dia, mais de 15 dólares”, recordou.

Recorde-se que vários países do mundo enfrentam o problema da falta de equipamentos de proteção individual, inclusive para profissionais de saúde, o que tem acelerado a procura, nomeadamente na China. (isa)

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