MSSI sem capacidade de resposta a problemas dos reclamantes

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DÍLI– O académico da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL) Camilo Ximenes considera que o Ministério Solidariedade Social e Inclusão (MSSI), liderado por Armanda Berta, não tem capacidade para solucionar os problemas da atribuição do apoio monetário de 200 dólares americanos aos reclamantes.

“Em Comoro, os subsídios de 200 dólares americanos tornaram-se um problema. Isto envergonha o Governo. Não nos transmite apenas má imagem a nós, mas também aos estrangeiros. Não me digam que, durante seis meses, o MSSI fez somente a verificação de 85 famílias reclamantes? O que fez, então, durante esse período?”, afirmou Camilo Ximenes aos jornalistas, na passada quinta-feira (26/11), no seu local de trabalho, em Caicoli.

“Caso isto acontecesse no estrangeiro, esta ministra já teria sido demitida. Não nos referimos a todos os membros do VIII Governo, mas o MSSI não mostra um bom desempenho no trabalho”, acrescentou.

Camilo mostrou ainda a sua insatisfação perante ao Ministério Administração Estatal (MAE) por não possuir dados concretos dos agregados familiares.

“O MAE não possui também dados sobre os agregados familiares. Apesar de a atribuição dos subsídios de 200 dólares se basear nos dados dos Censos de 2015 ou Censos Agrícolas de 2019, acredito que a verificação foi feita através dos de 2019. Admito que haja uma evolução anual, mas no máximo 20 novos agregados familiares. Será que o MAE não pode lidar com isto?”, questionou.

Segundo o académico, o MAE e o MSSI não responderam às preocupações dos seus cidadãos.

“Caso os líderes comunitários e a população cometessem atos de violência, como nos anos anteriores, lutando uns contra os outros e queimando casas, qual seria o prejuízo para o Estado? Esta situação não deve voltar a acontecer”, referiu.

“Não entendo o nosso Estado. Quando era criança, antes da guerra, ouvi um provérbio, que dizia que uma fruta podre contamina todo o cesto. Devemos, como tal, tirá-la e deitá-la fora para não estragar a outra. Será que já não dá para demitir um ministro ou uma ministra? Trata-se da dignidade do país. Temos de cuidar da dignidade do nosso povo”, concluiu. (jry)

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