MS retoma Programa Nacional de Saúde na Família

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DÍLI- O Ministério da Saúde retomou, esta segunda-feira (24/08), o Programa Nacional de Saúde na Família que pretende levar cuidados de saúde à população, após um período de mais de um ano em que se encontrou suspenso devido a questões políticas e de análise legal.

“Já iniciámos este programa em 2015. Pretendemos levar os cuidados de saúde à comunidade e, por isso, [os profissionais] podem encontrar-se diretamente com os habitantes, não apenas os doentes, mas outros que queiram obter informações sobre saúde”, recordou a Ministra da Saúde, Odete Belo, no Hotel Novo Turismo.

A governante lembrou ainda que tanto o impasse como as opções políticas dos governos levaram à suspensão provisória do programa, que precisou igualmente de ver melhorado o seu enquadramento legal.

“Agora já temos um Governo completo e, por isso, podemos reiniciar este programa”, acrescentou.

Odete Belo recordou ainda que o programa prevê, a longo prazo, uma parceria entre o ministério e os líderes comunitários, sobretudo os chefes de suco.

Também o Diretor da Saúde do Município de Ermera, António de Deus de Fátima, referiu a necessidade do reinício do Programa Nacional de Saúde na Família.

“É muito importante retomar o programa, porque podemos levar os cuidados de saúde às famílias, identificar os problemas que a população está a enfrentar, diagnosticar e dar uma assistência rápida”, disse.

O dirigente insistiu nos benefícios da proximidade das equipas de saúde com a população, sobretudo das famílias nas áreas rurais.

“O Programa Nacional de Saúde na Família permite-nos diagnosticar os problemas que as famílias enfrentam para que lhes possamos dar assistência”, acrescentou.

Recorde-se que o Programa de Saúde na Família foi lançado em 2015, no VI Governo, pelo então Ministro da Saúde, Rui Maria de Araújo. Com um pacote abrangente de cuidados primários de saúde, o programa pretendia chegar aos mais de 206 mil agregados familiares timorenses, número registado pelos Censos de 2015.

As equipas de profissionais de saúde, constituídas por um médico, parteira e enfermeira, visitaram as famílias, avaliando o estado de saúde e as necessidades de cuidados médicos para todos os elementos do agregado.

Segundo o Portal do Governo, até maio de 2017, as equipas médicas tinham já visitado 94% dos agregados familiares e registado dados de 84% dos timorenses. (isa)

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