MS diz que geradores para centros de saúde em Díli não são prioridade

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DÍLI-A Ministra da Saúde, Odete Maria Freitas Belo, disse que não compete ao seu ministério adquirir geradores para os centros de saúde da capital na medida em que corte sistemático de energia elétrica é da responsabilidade do Ministério das Obras Públicas (MOP).

A Ministra da Saúde proferiu estas declarações na sequência das preocupações manifestadas pelo pessoal de saúde, nomeadamente no Centro de Saúde de Becora, que ficou sem eletricidade durante três semanas, causando problemas no funcionamento do centro. A governante deu como exemplo o facto de os médicos terem sido obrigados a usar velas durante os partos.

 “Os materiais existentes nos centros de saúde em Díli são em número suficiente. Não precisamos de geradores, porque temos eletricidade. O problema reside no corte de energia elétrica, que é da responsabilidade do MOP, mais concretamente da Direção-Geral da Eletricidade de Timor-Leste (EDTL)”, disse aos jornalistas, esta terça-feira (22/09), no edifício do Ministério das Finanças, em Aitarak-Laran.

Odete afirmou também que, caso o MS resolva adquirir os geradores, a prioridade será dada aos centros de saúde localizados nas áreas rurais com mais insuficiências.

A governante salientou, de igual modo, que a falta de água canalizada não é assunto que diga respeito ao MS, lembrando que a sua missão é garantir assistência medica à população. Defende, no entanto, que o MS necessita de se coordenar com a EDTL e outras entidades, como o Serviço de Água e Saneamento (SAS), para garantir o fornecimento de eletricidade e água canalizada a todos os centros de saúde de Díli.

Segundo a ministra, o transporte de água para encher os tanques instalados nos centros de saúde é uma tarefa que não cabe ao Ministério da Saúde efetuar.

Recorde-se que a maternidade do Centro de Saúde de Becora (CSB) está sem eletricidade desde o início de setembro, o que obriga os profissionais de saúde a realizarem os partos à luz da vela.

Face a estas condições, já duas grávidas decidiram realizar o parto no Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV).

“A eletricidade é muito importante para o nosso trabalho quotidiano. Duas grávidas tiveram de se deslocar para o centro hospitalar por serem atendidas, em trabalho de parto, à luz da vela”, referiu a chefe do CSB, Adelina Pinto.

Em resposta às preocupações do CSB, a Diretora do Serviço de Saúde do Município de Díli, Agostinha Segurado, reconheceu ter recebido uma missiva do centro de saúde, onde se dizia apenas que tinha sido pedida uma transferência do centro para o HNGV devido à falha de energia elétrica.

Para Agostinha Segurado, os cortes elétricos afetam significativamente não apenas a maternidade de Becora, mas todos os centros de saúde.

“Utilizamos a eletricidade para efetuarmos exames médicos e alguns aparelhos precisam de eletricidade. Se a luz falhar, os profissionais de saúde não podem fazer nada. As máquinas precisam de ser ligadas à corrente elétrica”, referiu. (res)

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