Morreram, entre março e abril, 11 pessoas vítimas de afogamento, ataques de crocodilos e raios

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Díli- A Secretaria de Estado da Proteção Civil (SEPC) registou, de março a abril deste ano, 11 vítimas mortais por afogamento, ataques de crocodilos e com um raio.

O Secretário de Estado da Proteção Civil, Alexandrino de Araújo, revelou que, entre as oito vítimas de afogamento, seis são dos municípios de Ainaro e duas do Suai. Avançou também que uma jovem foi arrastada pelas cheias em Ermera, outra atacada por um crocodilo e ainda uma outra atingida por um raio, em Viqueque.

“A maioria das vítimas é proveniente do município de Ainaro e morreu por afogamento. Três corpos foram já encontrados, mas continuam as buscas para encontrar três pessoas ainda desaparecidas”, afirmou o governante, esta terça-feira (14/04), aos jornalistas, depois da reunião liderada pelo Ministro da Reforma Legislativa e Assuntos Parlamentares, Fidélis Magalhães, em Colmera, Díli.

Alexandrino de Araújo mostrou ainda a sua preocupação com a escassez de equipamentos das corporações de bombeiros.

“Apesar da falta de equipamentos para os bombeiros, estes envidaram todos os seus esforços para tentarem salvar as vítimas, mesmo enfrentando uma forte ondulação”, disse.

Já o comandante da PNTL do Município de Ainaro, o Superintendente Justino Menezes, reforçou que muitas das vítimas por afogamento em Ainaro eram pescadores.

O superintendente explicou que os sete pescadores foram vítimas de naufrágio, após a pequena embarcação se ter virado na sequência da agitação marítima.

“A pesca é a atividade diária destes pescadores. O trágico acidente ocorreu na noite do dia 11 de abril. Dos sete pescadores, sobreviveu apenas um. Três corpos foram já encontrados”, concluiu o comandante da polícia.

Muitas famílias ainda aguardam apoio após as cheias

O Secretário de Estado lamentou também o facto de o Governo ainda não ter disponibilizado apoio a todas as vítimas das cheias que ocorreram na capital.

“Mais de 2.700 agregados familiares, vítimas de inundações na capital, já receberam apoio de emergência, enquanto 2.117 aguardam a ajuda do Governo, nomeadamente nos sucos de Becora, Caicoli e Mascarenhas. Isto deve-se ao estado de emergência, em que devemos evitar ajuntamentos de pessoas. Já apresentei esta questão na reunião de diretores-gerais”, referiu.

O governante garantiu ainda que a SEPC está a envidar todos os esforços para reforçar os materiais de apoio, designadamente com a entrega de 500 sacos de arroz e equipamentos domésticos, como pratos e panelas. (res)

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