MOP justifica cortes frequentes de energia elétrica com falta de digitalização

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Díli – Os cortes de energia elétrica são frequentes em todos os bairros na cidade, porque a Eletricidade de Timor-Leste (EDTL) ainda não recorre a um sistema de digitalização, disse na quinta-feira (24/09) o Ministro das Obras Públicas, Salvador Pires.

“Já falei com a Direção-Geral da EDTL. As nossas inúmeras linhas de distribuição estão em funcionamento. Caso a eletricidade falhe, é por causa dos problemas com as nossas subestações das linhas de média tensão. Quanto às de baixa tensão, a comunidade deve dar a conhecer aos técnicos os problemas para que estes os possam resolver”, afirmou o ministro aos jornalistas, no Parlamento Nacional.

Salvador Pires lembrou igualmente que já tinha discutido com o Ministro das Finanças, Fernando Hanjam, uma concessão de empréstimo para a modernização da distribuição da rede elétrica.

Segundo Salvador Pires, apesar de o Governo continuar a envidar esforços, é preciso investimento para que haja mudanças significativas. No entanto, o ministro recordou a transformação da EDTL em empresa pública, promulgada pelo Presidente da República, a 20 de julho deste ano.

“A 1 de janeiro de 2021, operamos oficialmente como instituição pública. Espero, por isso, que não haja muita burocracia na autonomia administrativa nem na financeira para se garantir um melhor serviço de atendimento aos clientes”, garantiu.

Recorde-se que os frequentes cortes de eletricidade afetam tanto particulares como infraestruturas do Estado, como as unidades de saúde. A maternidade do Centro de Saúde de Becora (CSB) está sem eletricidade desde o início de setembro, o que obriga os profissionais de saúde a realizarem os partos à luz da vela.

Face a estas condições, já duas grávidas decidiram realizar o parto no Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV).

“A eletricidade é muito importante para o nosso trabalho quotidiano. Duas grávidas tiveram de se deslocar para o centro hospitalar por serem atendidas, em trabalho de parto, à luz da vela”, referiu a chefe do CSB, Adelina Pinto.

A Ministra da Saúde, Odete Maria Freitas Belo, disse, por sua vez, cabe ao Ministério das Obras Públicas (MOP) adquirir geradores para as unidades de saúde e dos centros hospitalares da capital de modo a assegurar, por exemplo, os serviços cirúrgicos.

As declarações foram proferidas pela governante na sequência das preocupações manifestadas pelo pessoal de saúde, nomeadamente no Centro de Saúde de Becora, que ficou sem eletricidade durante três semanas, causando problemas no funcionamento do centro. Odete Belo deu como exemplo o facto de os médicos terem sido obrigados a usar velas durante os partos.

 “Os materiais existentes nos centros de saúde em Díli são em número suficiente. Não precisamos de geradores, porque temos eletricidade. O problema reside no corte de energia elétrica, que é da responsabilidade do MOP, mais concretamente da Direção-Geral da EDTL”, sublinhou Odete Belo aos jornalistas, na passada terça-feira (22/09). (jry)

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