Metade das famílias já recebeu subsídio. Reclamações continuam a aumentar

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DÍLI- O Ministério da Solidariedade Social e Inclusão (MSSI) já pagou, até 13 de junho, o subsídio a 148.875 agregados familiares dos 12 municípios, o correspondente a 49,9% das famílias. Foram já desembolsados 27,9 milhões de dólares americanos.

“Até ontem, 13 de junho, às 22 horas, as equipas já tinham pago a 148.875 agregados familiares dos 12 municípios”, revelou o Diretor-Geral do MSSI, Rui Exposto, este domingo (14/06), em Caicoli, Díli.

Segundo o diretor, foram também registadas 4.338 reclamações nos 12 municípios.

De acordo com os dados disponibilizados pelo MSSI, Díli, com mais agregados familiares inscritos, é o município com menos apoios monetários atribuídos, tendo sido feito o pagamento a apenas 34,8% das famílias. Também em Ainaro só 35,3% dos agregados familiares inscritos receberam o apoio monetário. Nos municípios de Ermera e Liquiçá, menos de metade das famílias já tiveram acesso a este apoio monetário, situando-se entre os 40,2% e os 45,4%, respetivamente.

Aileu é o município com mais subsídios pagos, tendo já mais de 75% das famílias recebido o apoio. Seguem-se Covalima, com 67,2% dos subsídios pagos, e Manufahi, com 64%. Nos restantes municípios, a percentagem de pagamento situa-se entre os 51,8% e os 59,2%.

Recorde-se que estão inscritos, no total, 298.495 agregados familiares, o que custará ao Estado cerca de 59,7 milhões de dólares.

Equipas do MSSI que terminaram pagamentos apoiarão outras

O pagamento dos subsídios teve início na passada terça-feira (09/06) e deverá terminar a 22 de julho.

Segundo o diretor-geral, as equipas que já terminaram os pagamentos em alguns sucos apoiarão outros que ainda não concluíram o processo.

“No Posto Administrativo de Railaco, em Ermera, dois sucos já receberam o subsídio e, como tal, as equipas de pagamento darão apoio a Gleno”, exemplificou.

Ainda de acordo com o responsável, no Posto Administrativo de Metinaro, a equipa já finalizou a atribuição deste subsídio aos agregados familiares, mas dará apoio nos sucos de Manleuna, Comoro e Bairro Pité, em Díli.

Rui Exposto explicou igualmente que os deficientes ou idosos não se podem deslocar aos locais de pagamento, o que obriga as equipas a irem às suas residências.

“Três sucos do Posto Administrativo de Ataúro já receberam o subsídio. Faltam ainda dois sucos por causa dos idosos e deficientes, pelo que a equipa tem de se deslocar para atribuir este subsídio, garantindo os seus direitos”, disse.

Outro fator que pode atrasar o pagamento é o facto de algumas sedes de suco terem fechado este domingo, inviabilizando assim os pagamentos.

“Espero que a equipa possa finalizar o pagamento deste subsídio de acordo com o calendário, mas ouvi informações de que alguns sucos estão hoje de férias. Então a nossa equipa não pode fazer o pagamento. Devemos esperar, o que poderá prejudicar o calendário de pagamentos”, afirmou.

MSSI adverte líderes locais desonestos e elogia honestidade de cidadãos sem subsídio

Rui Exposto lembrou também que o Ministério da Administração Estatal (MAE) e o MSSI não autorizaram os líderes comunitários a fazerem as cobranças, alertando para o facto de os pagamentos estarem sob vigilância.

“O Ministério da Solidariedade, Social e Inclusão e Ministério da Administração Estatal não deu autorização às autoridades locais para fazerem cobranças. Apesar de não saber quais foram as razões, quero alertar que, se cometerem estes atos, há muitas pessoas que estão a observar o processo do pagamento. Caso tomem conhecimento destas ações, as pessoas [líderes locais] terão de se responsabilizar por elas”, afirmou.

O diretor elogiou, porém, os agregados cujo nome figurava nas listas de atribuição do subsídio, mas comunicaram às autoridades locais que auferiam um salário superior a 500 dólares.

“Elogiei e agradeci a honestidade das pessoas que entregaram cartas aos chefes de suco para retirarem os seus nomes das listas de pagamento, pois estes cidadãos querem contribuir para o desenvolvimento do país e dão oportunidade às famílias que mais precisam”, afirmou o diretor-geral, na passada sexta-feira (12/06), em Caicoli, Díli.

O dirigente pediu, contudo, aos cidadãos timorenses com salários superiores a 500 dólares que não recebessem o subsídio, recordando as sanções de que poderão ser alvo.

“A sociedade civil, a Comissão Anti-Corrupção e outras entidades estão a observar o processo de pagamento do subsídio de 100 dólares e, por isso, é melhor os beneficiários com salário superior a 500 dólares não o receberem para não serem sancionados”, concluiu.

Recorde-se que o apoio monetário, no valor de 100 dólares americanos por mês, é atribuído a cada família em que nenhum dos seus membros aufira mensalmente um valor superior a 500 dólares americanos. Nesta primeira fase, são pagos dois meses, o correspondente a 200 dólares americanos.

A medida do Governo tem como objetivo apoiar as famílias mais carenciadas ou que perderam os seus rendimentos devido à crise provocada pela covid-19. (isa)