MESCC pede a universidades aulas de recuperação após estado de emergência

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DÍLI – O Ministro do Ensino Superior, Ciência e Cultura (MESCC), Longuinhos dos Santos, pediu esta quinta-feira (21/05) aos reitores aulas de recuperação nas universidades após o término do estado de emergência.

“Expliquei-lhes que, nas universidades públicas e privadas, deverão ser realizadas, após o fim do estado de emergência, aulas de recuperação”, afirmou o ministro, em declarações aos jornalistas, à margem de um encontro com os reitores, no MESCC, em Colmera.

Longuinhos dos Santos lembrou ainda que tinha, entre os dias 18 e 21 de maio, reunido com os reitores dos estabelecimentos de ensino superior para fazer um ponto de situação e garantir o recurso à modalidade do ensino a distância, caso o estado de emergência se prolongue.

Segundo o ministro, os reitores apresentaram, durante a reunião, as dificuldades com que se debatem, como o acesso à internet, os créditos para a conclusão dos cursos ou as aulas de recuperação.

O governante referiu, de igual modo, que, quando o estado de emergência terminar, o MESCC definirá novas regras para todo o ensino superior, sendo, nessa altura, realizado outro encontro para discutir as medidas a implementar e os mecanismos.

“Focar-nos-emos sobretudo nas questões da preparação dos exames, avaliação dos alunos, alteração do calendário académico para o estágio profissional e trabalho social, escrita das monografias e graduações”, disse.

Questionado sobre o começo das aulas presenciais, segundo o ministro, ainda é necessária uma decisão do Conselho de Ministros sobre se haverá uma extensão do estado de emergência.

Também o Reitor do Instituto Empresarial (IOB, em inglês), Augusto Soares, disse que o ensino superior tem cumprido todas as medidas durante o estado de emergência, recorrendo igualmente ao ensino a distância.

Augusto Soares referiu ainda que, caso não haja um prolongamento do estado de emergência, deverão, em primeiro lugar, ser realizadas aulas de recuperação.

O Reitor do IOB acrescentou que os cursos de bacharelato e licenciatura daquele instituto têm apenas funcionado a 15% ou 20% devido à falta de internet. (ono)