Mercado de Taibessi com menos clientes nos últimos dias

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Díli- A presença de clientes no mercado de Taibessi tem vindo a reduzir, nos últimos dias, após o país ter entrado em estado de emergência, declarado a 28 de março pelo Presidente da República, Francisco Guterres ‘Lú Olo’.

Recorde-se que, antes da promulgação do estado de emergência, o mercado de Taibessi, o maior do país, registava habitualmente uma grande afluência de clientes que compravam inúmeros bens de primeira necessidade, em particular produtos locais provenientes de vários municípios.

O comerciante Tomás José disse ao jornalista do Timor Post que existe atualmente uma grande diferença no volume de circulação de pessoas em comparação ao período anterior ao estado de emergência.

“Durante a primeira semana do estado de emergência, tenho verificado que houve uma grande quebra na venda de produtos. Há cada vez menos pessoas a fazerem compras, pois a maioria dos estudantes regressou [já aos seus municípios]. Não há, por isso, muitos compradores”, disse Tomás José, esta sexta-feira (03/04), em Taibessi.

De acordo com Tomás José, a situação difícil por que passam os vendedores deve-se ao facto de os habitantes terem receio de virem a ser contagiados com o COVID-19 e ao cumprimento das ordens impostas pelo estado de emergência.

“As pessoas têm medo do coronavírus. Ainda mais quando o Estado as proíbe de saírem das suas casas. A maioria já regressou ao seu local de origem, pois lá possuem vários tipos de mantimentos nas suas hortas, situação bem diferente de Díli”, defendeu.

Também o vendedor Domingos Soares referiu que o facto de a esmagadora maioria da população não se deslocar ao mercado se deve ao facto de estar a cumprir à risca as normas que fazem parte do estado de emergência e recear o COVID-19.

“A população teme que venha a estar afetada com o coronavírus. Enquanto cidadão timorense, peço que, caso queiram vir ao mercado, o façam sozinho”, concluiu. (ono)

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