MEJD sensibiliza funcionários para educação inclusiva

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DÍLI- O Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) realizou, esta quinta-feira (01/10), um seminário nacional de sensibilização dos seus funcionários para a educação inclusiva, abordando a política desenvolvida neste âmbito e o plano anual relativo a pessoas com deficiência.

O Vice-Ministro do MEJD, António Guterres, afirmou que este evento pretendia partilhar informações sobre os conteúdos, políticas e programas do ministério relacionados com os portadores de deficiência junto dos seus funcionários, a nível nacional e municipal.

“O ministério dá prioridade a cinco programas importantes e um deles é o reforço da política de educação inclusiva”, disse, no INFORDEPE, em Balide.

O governante lembrou que são mais de 38 mil os portadores de deficiência e pouco mais de quatro mil os que têm acesso a educação, prometendo, contudo, que o ministério mantém o apoio às pessoas com deficiência.

O Diretor da Associação de Deficiência Visual de Timor-Leste (ADMTL, em tétum), Gaspar Afonso, mostrou-se preocupado com a falta de conhecimento da língua gestual por parte dos professores.

“Muitos docentes ainda não têm conhecimento da língua gestual e esta é uma dificuldade nossa”, afirmou Gaspar Afonso, recordando ainda os direitos dos deficientes timorenses.

 “De acordo com artigo 21.º da Constituição, um cidadão com deficiência tem os seus direitos, mas, às vezes, estas pessoas veem-se impedidas de fazer coisas devido à sua condição. O Estado deve, como tal, promover os seus direitos”, sublinhou.

Gaspar Afonso relembrou também que, segundo o artigo 16.º, todas as pessoas têm direitos iguais, não podendo haver discriminação em relação à deficiência.

“Somos deficientes, mas temos o direito de participar em qualquer evento, de acordo com a nossa capacidade e competências. Temos também o direito de acesso a educação”, disse.

 O responsável apelou ainda ao Governo que procurasse eliminar este paradigma de olhar apenas para deficiência e não para as capacidades e competências destas pessoas.

“Algumas pessoas têm conhecimento sobre como devem comunicar com os deficientes, mas outras ainda não e, como tal, estamos empenhados na advocacia junto da população e dos motoristas de transportes públicos para que saibam trabalhar com portadores de deficiência”, acrescentou.

O diretor afirmou ainda que a associação continua a trabalhar em parceria com várias entidades relevantes para que se criem acessibilidades para as pessoas com deficiência.

Segundo Gaspar Afonso, os universitários timorenses com deficiência não devem ser mais de uma dezena. (isa)

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