MCAE quer coordenar-se com MAE para apoiar famílias carenciadas

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Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos (MCAE), Joaquim Amaral

DÍLI (Timor Post)— O Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos (MCAE), Joaquim Amaral, disse que o seu ministério pretende coordenar-se com o Ministério da Administração Estatal (MAE) para procederem à identificação das famílias mais carenciadas que passam fome e estão em situação de pobreza durante o período do confinamento obrigatório.

“Perante este cenário, acho fundamental efetuarmos uma coordenação junto dos ministérios relevantes, nomeadamente junto do Ministério da Administração Estatal no sentido de apurar de forma exaustiva quais as famílias vulneráveis que necessitam urgentemente de ajuda”, salientou o governante, esta segunda-feira (06/09), aos jornalistas, no Ministério das Finanças, em Aitarak-Laran, Díli.

Joaquim recordou ainda que o stock de arroz armazenado no Centro Logístico Nacional (CLN) é suficiente para fazer face às necessidades de os cidadãos que precisam de auxílio.

“Ainda temos arroz em quantidade suficiente. Vamos disponibilizar, esta semana, duas mil toneladas ao Ministério da Solidariedade Social e Inclusão (MSSI). Apesar de a distribuição do arroz ser gerida pelo MSSI, os dados das famílias beneficiárias estão a cargo do MAE. Este facto revela a boa coordenação existente entre as partes competentes para que a ajuda chegue a quem dela necessita”, afirmou o ministro.

O governante referiu, por outro lado, que o CNL terá de importar uma maior quantidade de arroz para antecipar um eventual contratempo.

“Em termos de segurança alimentar, o Estado deverá assegurar o seu stock. Devemos sempre estar em alerta máxima para uma qualquer eventualidade, pois não sabemos o que é que o futuro nos reserva”, argumentou.

Já o diretor dos Transportes e Logística do CLN, Cristóvão Pereira Martins, confirmou as declarações do MCAE relativamente ao stock de arroz armazenado.

Cristóvão Martins referiu ainda que o CNL pretende em breve importar do Vietname mais de 10 mil toneladas para garantir a segurança alimentar durante este período tão conturbado em resultado da crise pandémica.

“O stock que temos nos armazéns é suficiente para responder a todos os pedidos da população durante os próximos dois meses. O CLN possui vários armazéns, como sejam os de Natarbora, Baucau, Tíbar e Bebora”, afirmou Cristóvão.

O Ministro da Presidência do Conselho de Ministros (MPCM), Fidélis Leite Magalhães, disse, por seu turno, que o Governo se compromete a envidar todos os esforços para ajudar a comunidade mais vulnerável e que passa por uma situação de extrema pobreza devido ao confinamento obrigatório.

“Os ministérios relevantes, sobretudo o MCAE, MSSI e MS, desempenham um papel decisivo na tomada de decisões e na adoção de medidas que visam responder às preocupações da nossa comunidade”, referiu Fidélis, na passada quarta-feira (01/09), aos jornalistas, após a reunião do Conselho de Ministros no Ministério das Finanças. (jry)

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