MAPCOMS e Camões assinam acordo para segunda fase de formação de jornalistas

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Díli- O Ministério dos Assuntos Parlamentares e Comunicação Social (MAPCOMS) e o Camões I.P. assinaram, esta quinta-feira (10/12), um acordo de parceria para a concretização da segunda fase do projeto Consultório da Língua para Jornalistas (CLJ), que decorrerá entre 2021 e 2023.

O projeto, negociado pela Secretaria de Estado para a Comunicação Social (SECOMS) e executado pelo Centro de Formação Técnica em Comunicação (CEFTEC) desta secretaria, permite dar continuidade aos cursos de Português para Jornalistas, mas prevê igualmente formação de jornalismo, lecionada em língua portuguesa, para os profissionais de comunicação social timorense.

O ministro da tutela, Francisco Jerónimo, disse que o protocolo agora assinado dá continuidade aos acordos assinados entre 2016 e 2020.

“A assinatura permite a continuidade da formação para os nossos jornalistas. O projeto Consultório da Língua para Jornalistas pretende continuar a capacitar os jovens e jornalistas timorenses em matéria de escrita de notícias padronizadas”, afirmou o ministro aos jornalistas, à margem da assinatura do acordo, na Embaixada de Portugal para Timor-Leste, em Díli.

Ao contrário da primeira fase do projeto, entre 2016 e 2020, financiada na totalidade por Portugal, o Governo timorense tem uma participação financeira nesta segunda etapa do projeto.

“Alocámos [para 2021] cerca de 300 mil dólares americanos, sendo que o orçamento para o projeto é dividido”, disse o ministro.

Segundo o governante, a formação de língua portuguesa para jornalistas é pertinente, pois melhora as competências destes profissionais para a escrita de notícias em português.

Francisco Jerónimo recordou ainda que os jornalistas que frequentam a formação do CLJ são provenientes de órgãos de comunicação social privados e estatais, destacando, entre outros, o Timor Post, a Agência TATOLI e a Rádio e Televisão de Timor-Leste (RTTL).

“A meu ver, esta formação é adequada para os jornalistas. Os media estão, atualmente, melhor. Contudo, é necessário continuarem a melhorar, pois não há nada perfeito. Trata-se de um processo. Apesar de enfrentarmos obstáculos, não devemos perder o espírito e o ânimo de aprendizagem, pois um dia colheremos os frutos”, afirmou.

Já Cláudia Taveira, formadora do CLJ, revelou que, além da formação de Português para Jornalistas, esta segunda fase inclui formação técnica, pelo que o projeto contará também com dois formadores de jornalismo, que procederão à análise das necessidades na área antes de dinamizarem os cursos.

“À semelhança dos cursos de Português para Jornalistas, será levado a cabo um estudo sobre as necessidades de formação dos jornalistas a nível técnico. Pretende-se, mais uma vez, que a formação dê resposta às principais dificuldades destes profissionais”, afirmou.

Recorde-se que a primeira fase do CLJ teve início em setembro de 2016 e terminou a 31 de dezembro de 2019, com extensão em 2020, num projeto que resulta de uma parceria entre o Camões I.P. e a SECOMS.

No total, na primeira etapa, 211 profissionais da comunicação social frequentaram a formação de língua portuguesa e o projeto deu apoio linguístico, entre abril de 2017 e dezembro de 2019, para a produção de mais de nove mil notícias e reportagens em português. (kyt/ isa)

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