MAP distribuirá mais de 200 leitões por suinicultores locais

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Díli – A Direção Nacional de Pecuária (DNP) do Ministério da Agricultura e Pescas (MAP) adquirirá este ano mais de 200 leitões de forma a serem distribuídos pelos grupos que se dedicam à pecuária, recuperando, assim, a produção de suínos no país.

O plano surgiu na sequência do abate de cerca de 37 mil porcos em 2019 na maior parte do território nacional devido ao surto de peste suína africana.

A iniciativa tem como objetivo estimular o rendimento dos agricultores, principalmente dos produtores pecuários timorenses.

“A DNP adquirirá em 2021 cerca de 258 leitões para serem depois distribuídos pela população, sobretudo pelos grupos produtores pecuários. No entanto, vamos, em primeiro lugar, ouvir as recomendações da Direção Nacional de Veterinária (DNV), nomeadamente sobre as zonas consideradas livres da peste suína africana”, disse o Diretor Nacional de Pecuária, Carlos Antunes, ao Timor Post, no passado dia 26 de janeiro, no seu local de trabalho.

O diretor destacou ainda a importância da limpeza regular das pocilgas e a preparação de rações saudáveis para os suínos, garantindo, assim, um ambiente saudável nos locais onde se produz o animal.

“Os grupos que têm interesse na produção de suínos devem conhecer bem a forma de cuidar deste animal. É importante que façam uma limpeza regular da pocilga para evitar que os porcos sejam infetados pela peste suína africana”, sublinhou.

Segundo o responsável, as referidas associações são compostas por estudantes que já frequentaram formação em Israel. Existem atualmente mais de dez grupos.

“Este apoio é destinado a um conjunto de especialistas na produção de suínos ou em casos em que, pelo menos, um dos membros da associação tenha conhecimento sobre o assunto”, afirmou, garantindo ainda que o plano de aquisição de leitões será mantido até que a produção suína local seja recuperada.

“Vamos oferecer a estes grupos leitões com idade entre três e seis meses. O grupo ou indivíduo tem de estar comprometido a trabalhar na suinicultura e a zona tem também de estar adequada para tal atividade”, explicou.

Carlos Antunes acrescentou que os beneficiários devem ainda assinar um acordo com o Governo para que “devolvam um leitão ao MAP, após os seus se terem reproduzido, apoiando, desta forma, outros grupos pecuários. Isto trata-se de uma das políticas principais do MAP”.

“Como é sabido, em 2019, os porcos em Timor-Leste foram abatidos devido à peste suína africana”, lamentou. (jho)