Mais de 330 famílias de suco de Liquiçá sem subsídio

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DÍLI- O Chefe de Suco de Gugleur, no Posto Administrativo de Maubara, Município de Liquiçá, Guido Ramos Ribeiro, revelou, esta quinta-feira (23/07), que os nomes de 336 agregados familiares de quatro aldeias deste suco não surgiram nas listas de pagamento, pelo que não receberam o subsídio de 200 dólares.

“Viemos cá para falar, a nível nacional, sobre quatro aldeias. Os nomes dos agregados familiares perderam-se. As famílias já apresentaram reclamação. Estas famílias queixam-se, usam palavrões e até nos ameaçam”, disse o chefe de suco, no Ministério da Solidariedade Social e Inclusão (MSSI), em Caicoli, Díli.

De acordo com o líder local, não tiveram ainda acesso ao apoio monetário 127 famílias da aldeia de Lebulugor, 74 de Dair, 50 de Puquelete e 85 de Lauvou.

“Em Oé-Cusse já foi finalizado o pagamento e, por isso, ainda estão a verificar os dados [das reclamações], que serão apresentados em Conselho de Ministros, pelo que o Primeiro-Ministro decidirá sobre os pagamentos”, acrescentou.

Já o Diretor-Geral do Ministério da Solidariedade Social e Inclusão (MSSI), Rui Exposto, defendeu que estes agregados familiares ainda não receberam o apoio monetário por ainda estarem a ser analisadas as suas reclamações.

“Não aconteceu apenas em Gugleur. O problema ocorreu também em duas aldeias do Suco de Camea, onde se perderam todos os nomes. Foram registadas como reclamações. Recebemos por volta de 14.185”, afirmou.

Para o dirigente, o longo processo burocrático terá levado ao desaparecimento de listas, antes mesmo de estas terem chegado ao MSSI para verificação.

“Já disse, desde o início do processo, que se registaram problemas com os dados e não foi o MSSI. Estes nomes perderam-se antes de terem chegado ao MSSI. O mecanismo de obtenção dos dados passou pelos chefes de aldeia, de suco, administradores dos postos, autoridades municipais, sendo dirigidos depois para o Ministério da Administração Estatal, que nos enviou a carta com estes dados”, lembrou.

O diretor lembra ainda que o estado de emergência poderá ter afetado o processo de recolha de dados.

“Não quero julgar ninguém relativamente à manipulação de dados. Durante o estado de emergência, muitos funcionários trabalharam apenas em casa, o que prejudicou este trabalho”, afirmou. (isa)

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