“Maioria dos deputados não sabe contar dinheiro”

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DÍLI – O economista timorense Manuel Tilman disse na passada quarta-feira (29/01) que o chumbo do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2020 no Parlamento Nacional (PN) se deveu à incapacidade dos deputados em “contar dinheiro”.

“Os deputados do PN demonstram apenas ter conhecimento no que toca à política. Em contrapartida, denotam dificuldades na contagem de dinheiro. Este foi a principal razão por que votaram contra o OGE 2020. Eles não têm noções de Matemática”, disse Manuel Tilman, em declaração aos jornalistas do Timor Post, na sua residência no Hotel Beach Garden, na Praia dos Coqueiros, Díli.

O economista lembrou ainda que o Governo tinha apresentado na primeira proposta um valor de 1.9 mil milhões de dólares americanos, enquanto, na segunda, foi proposta uma redução para 1.6 mil milhões, que viria a ser rejeitada.

Manuel Tilman descarta qualquer responsabilidade do Governo em relação à situação de impasse político que o país atravessa por entender que o Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, juntamente com os seus membros, têm cumprido os seus deveres. Ao invés, culpabiliza somente o PN pelo chumbo das propostas do OGE apresentadas.

Recorde-se que a bancada da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (FRETILIN) considerou que o OGE de 2020 alocado para os bens e serviços não cumpria as regras previstas.

“Pergunto à Senhora Ministra [Vice-Ministra das Finanças e Ministra das Finanças em exercício, Sara Lobo Brites] se o orçamento alocado para bens e serviços, o equivalente a 30% do teto do OGE, é ajustado às necessidades do país? Tenho sérias dúvidas e considero, por isso, que este fundo está mal alocado”, disse a deputada da Fretilin, Maria Angélica Rangel, na sexta-feira (17/01), na sua intervenção durante o debate do OGE 2020, no PN.

A parlamentar acrescentou que, nos termos da estrutura orçamental, o fundo do Capital Menor não deve integrar os bens e serviços.

Já a deputada Helena Martins, também da bancada da Fretilin, pediu à Vice-Ministra das Finanças explicações relativamente aos fundos alocados às escolas públicas e privadas. (oro)

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