Luta Hamutuk pede a líderes que se apoiem mutuamente

by -60 views

DÍLI – Os líderes devem apoiar-se mutuamente e não podem apontar o dedo uns aos outros pelo facto de o Governo não criar os 60 mil postos de trabalho, pede o Diretor-Executivo da Organização Não Governamental Luta Hamutuk, José Alves.

O responsável lembrou ainda que a criação 60 mil empregos foi uma iniciativa da Aliança de Mudança para o Progresso (AMP), constituída pelo Congresso Nacional de Reconstrução Timorense (CNRT), Partido de Libertação Popular (PLP) e Kmanek Haburas Unidade Nasionál Timor Oan (KHUNTO).

José Alves apelou, por isso, aos dirigentes que não se acusassem uns aos outros nem atribuíssem culpas ao atual Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidélis Magalhães.

“Apesar de Fidélis proferir esta declaração, na verdade, a responsabilidade é dos líderes máximo dos três partidos, visto que, na altura, representavam a AMP”, afirmou o Diretor-Executivo aos jornalistas, na passada quinta-feira (22/10), no Farol.

Acrescentou, por outro lado, o nível de dificuldade na concretização desta iniciativa devido à saída do maior partido da coligação, o CNRT, que levou à “separação” da AMP.

Segundo José Alves, a sociedade civil necessita de uma análise adequada do plano anual do Governo, sobretudo no que toca à criação de postos de trabalho, e verificar quais os tipos de indústria a serem instalados no país.

“Enquanto elemento da sociedade civil, culpabilizo não só o Executivo, mas também o Presidente da República. Por que é que continuamos, desde os últimos dois anos, a viver na incerteza política? É muito difícil o Governo seguir em frente com a saída de um dos seus elementos da aliança e com a aplicação dos duodécimos”, questionou.

O responsável mostrou-se, contudo, esperançado de que o Executivo liderado por Taur Matan Ruak e a sua coligação possam concretizar as políticas já delineadas pela AMP. (mj2)

No More Posts Available.

No more pages to load.