Lídia Norberta apela a defesa dos direitos das mulheres timorenses

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Díli- A Presidente do Grupo das Mulheres Parlamentares de Timor-Leste (GMPTL), a deputada Lídia Norberta, defendeu, no âmbito do Dia Nacional da Mulher, assinalado a 3 de novembro, que as cidadãs timorenses devem mostrar mais coragem e defender os seus direitos, assumindo um papel mais relevante na sociedade.

A deputada afirmou que as mulheres timorenses têm enfrentado múltiplos desafios nos últimos anos, pelo que considera que devem ganhar maior coragem na tomada de decisões e serem mais participativas no desenvolvimento do país.

A presidente recordou, contudo, como avanço a representação feminina no Parlamento Nacional – 25 deputados são mulheres, o que equivale a 38% do total de representantes no plenário.

“Quero felicitar todas as mulheres timorenses. Somos timorenses e temos sabido enfrentar diversos desafios. Não são apenas desafios referentes às mulheres nas bases, mas a todas as representantes parlamentares. Ao comemorarmos mais um Dia da Mulher, temos de continuar a defender os seus direitos. O papel que as mulheres desempenham na nossa sociedade tem de ser defendido”, afirmou na quarta-feira (28/10), aos jornalistas, no Parlamento Nacional.

Segundo Lídia, o GMPTL não assinalará o Dia Nacional da Mulher a 3 de novembro, mas somente três dias mais tarde, a 6 de novembro, com a realização de vários eventos, entre os quais se destacam uma feira e a doação de sangue, a terem lugar no Parlamento Nacional.

“A comemoração terá apenas lugar a 6 de novembro. O grupo levará a cabo várias atividades, como uma feira e a doação de sangue em pleno Parlamento Nacional. Como é sabido, o Hospital Nacional Guido Valadares não dispõe, neste momento, de stock de sangue suficiente para os doentes. Apelo, por isso, aos jornalistas que deem igualmente o seu contributo, doando sangue, porque uma gota pode salvar vidas”, concluiu.

Recorde-se que escolha do dia 3 de novembro como o Dia Nacional da Mulher teve como base o homicídio de Maria Tapo, morta na fronteira em 1976, enquanto lutava pela independência.
Já a constituição do GMPTL foi aprovada a 28 de março de 2006 no Parlamento Nacional, na sequência da decisão de criação, em maio de 2005, da Rede das Mulheres Parlamentares da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). (jry)

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