KHUNTO realiza 2.º Congresso Nacional

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DÍLI- O partido Kmanek Haburas Unidade Nasionál Timor Oan (KHUNTO) realizou, na sexta-feira (06/03), o 2.º Congresso Nacional, que terá a duração de três dias, subordinado ao tema “Parceiros para a Estabilidade, Desenvolvimento e Unidade Nacional – Florescer e Viver”, com o objetivo de discutir a missão e estatutos do partido.

O Conselheiro Máximo do KHUNTO, José dos Santos ‘Naimori Bukar’, mostrou-se preocupado com as declarações do público relativas à capacidade de trabalho do seu partido.

“A maioria das pessoas considera que este partido é criminoso, mas eu digo que não. Não é como vocês falam. Às vezes, as pessoas lançam piadas sobre o KHUNTO, porque o partido tem apenas pessoas incapazes, mas fico em silêncio por saber que não sabem o que estão a dizer”, disse.

“Muitas vezes, fico envergonhado e digo às pessoas para não falarem do que não sabem. Deveriam procurar saber”, acrescentou.

‘Naimori Bukar’ pediu também a todos congressistas que aprendessem a ser leais com os seus próprios líderes.

“Devemos ter unidade e esperança, pois com estas podemos ter coragem e inteligência para levar o KHUNTO ao sucesso”, insistiu.

Para o dirigente partidário, esta força política deveria aprender com os líderes históricos, como Xanana Gusmão, Mari Alkatiri, Ramos Horta, Taur Matan Ruak, Lere Anan Timur e Francisco Guterres ‘Lú Olo’.

“Estes líderes são guias para o país, nossos irmãos, pais e avós da nação. Devemos, por isso, ouvir e considerá-los”, concluiu.

Também o Presidente do Parlamento Nacional, Arão Noé do Amaral, felicitou o KHUNTO pelo percurso.

“Claro que este partido ainda é jovem, mas em 2012 apresentou-se pela primeira vez a eleições parlamentares, não conseguindo ultrapassar os 3%”. Em 2017, o KHUNTO ultrapassou [a barreira] com mais de 36 mil votos e alcançou cinco cadeiras no Parlamento Nacional”, recordou.

Arão Noé referiu ainda a importância da cultura, considerando-a “uma luta pela dignidade do povo timorense”.

“Todos os timorenses têm uma cultura muito boa e, desde os nossos avós, lutaram para defender a dignidade de todos, como Nicolau Lobato e Dom Boaventura, Francisco Xavier Amaral, entre outros. Por isso, devemos unir-nos e responsabilizar-nos moralmente para apoiar Timor-Leste”, afirmou.

Arão Noé Amaral considera também que o KHUNTO é um bom exemplo para outros partidos e, como tal, poderá chegar ainda mais longe.

“O KHUNTO é um partido que faz parte do Governo e contribui para a construção do Estado, responde aos desafios que o país enfrenta e soluciona os problemas básicos da sociedade”, afirmou.

Estiveram presentes no congresso, com um custo de 73 mil dólares, o Secretário-Geral da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRELITIN), Mari Alkatiri, o Secretário-Geral do Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), Francisco Kalbuadi Lay, o Presidente do Partido Democrático (PD), Mariano Assanami Sabino, o ex-Presidente da República, José Ramos Horta, representantes de outras forças políticas, diplomatas, representantes de instituições do Estado, além dos 839 congressistas. (isa)

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