Joaquim Soares: Profissionais de saúde devem ir à procura de doentes com tuberculose

by -68 views

DÍLI – Joaquim Freitas Soares, Diretor da Fundação Klibur Domin (FKD) em Tíbar, sugeriu aos profissionais de saúde que não esperassem pelos doentes de tuberculose apenas nas unidades de saúde e sublinhou a importância de se dirigirem às áreas remotas para detetarem, entre a comunidade, os estes doentes e recolherem amostras.

Joaquim Freitas Soares falava na sequência do lançamento do Plano Estratégico Nacional para o Programa de Combate à Tuberculose 2020-2024 no Hotel Timor, em Díli.

“Para combater a tuberculose em Timor-Leste, uma estratégia de extrema importância é ir junto da comunidade procurar e identificar os doentes e recolher as amostras a fim de serem examinadas no laboratório. Se os profissionais de saúde não vão ao encontro dos doentes, a epidemia manter-se-á, pois a maioria das pessoas não compreende este tipo de doença”, disse o diretor, na passada sexta-feira (10/07), aos jornalistas do Timor Post.

Joaquim Freitas referiu ainda que, para localizar a doença, a FKD tem recorrido à estratégia das visitas diretas às habitações da população.

“É esta a nossa estratégia. Percorremos áreas remotas, aldeias e sucos. Conseguimos detetar muitos casos, porque fomos à procura e não ficámos apenas à espera da vinda dos doentes aos estabelecimentos de saúde. Detetámos mais de 60% dos casos através de visitas à comunidade. O resto vem ao tratamento clínico por iniciativa própria”, disse.

Segundo o diretor, apesar de possuir equipamentos de nível avançado para o diagnóstico da tuberculose, a FKD enfrenta problemas no transporte das áreas remotas de amostras para os testes laboratoriais.

“Usamos equipamentos que são extremamente caros. Caso não envidarmos todos os esforços à procura de amostras até às áreas isoladas, estes utensílios serão inúteis. A realidade demonstra que o nosso pessoal de saúde aguarda apenas a vinda dos pacientes aos centros hospitalares”, referiu.

O diretor admitiu ainda que a maioria dos timorenses costuma usar meios alternativos para curar a doença, embora não sejam eficazes.

“A maioria da população tem a tendência para estoirar o seu tempo, dinheiro e animais para a procura e uso de medicamentos tradicionais, até curandeiros ou feiticeiros, no seu esforço de curar esta doença contagiosa, ao invés de ir aos hospitais com equipamentos e meios sofisticados”, concluiu o diretor. (jry)

No More Posts Available.

No more pages to load.