Já 70 pessoas entraram no país após estado de emergência

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Díli – A Diretora-Geral da Prestação de Serviços de Saúde em Timor-Leste, Odete Viegas da Silva, revelou, nesta segunda-feira (06/07), que, após o término do estado de emergência, 70 pessoas entraram no país, através dos aeroportos, portos e fronteiras terrestres, e encontram-se atualmente em confinamento.

Segundo a diretora, 21 destes cidadãos entraram no país ilegalmente, incluindo um estrangeiro que, após a detenção, foi deportado de imediato para o seu país natal pela Unidade de Patrulhamento das Fronteiras (UPF).

Odete Viegas avançou estas informações aos jornalistas, numa conferência de imprensa, realizada no Palácio das Cinzas, em Caicoli.

“Estes cidadãos estão em quarentena, 27 em autoquarentena e os restantes em centros criados pelo Governo”, disse, sublinhando também que o Executivo está empenhado em manter as medidas de prevenção da covid-19, com destaque para a implementação da quarentena obrigatória a qualquer cidadão que entre no país.

“O Ministério da Saúde continua a dar atenção a qualquer cidadão que entre, legal ou ilegalmente, para garantir que cumpra o confinamento obrigatório ou autoquarentena”, destacou, dando como exemplo o empresário Raul Lemos, que entrou na semana passada no país e se encontra agora na sua residência em Campo Alor, cumprindo a autoquarentena, após uma verificação do local pela equipa de vigilância.

“Raul Lemos teve autorização para cumprir o autoconfinamento na sua casa, após a equipa de vigilância ter feito uma verificação do local”, referiu.

Além de Raul Lemos, a responsável disse também que há quatro padres timorenses que pediram para ficarem em autoquarentena nas residências de Maloa e Comoro, mas não foi possível, pois, de acordo com os resultados de verificação da equipa de vigilância, os espaços estão sobrelotados, ficando, assim, decidido que entrariam no centro de quarentena de Tasi Tolu.

 Odete referiu ainda que, se a população tiver dúvidas sobre o trabalho da equipa de vigilância, pode contactar o Ministério da Saúde para dar esclarecimentos, evitando, assim, “os rumores”.

“A equipa de vigilância vai manter a fiscalização prévia em locais de pessoas que estão em autoquarentena e contactá-las diariamente para vigiar o seu estado de saúde”, afirmou.

Segundo Odete, ainda não houve registo de pessoas em quarentena que tivessem desrespeitado as regras impostas pelo ministério, mas, caso não sejam cumpridas, a equipa vai aplicar medidas restritivas.

“Aguardamos só agora o decreto do Governo relativo às medidas de prevenção da covid-19, que está agora na mesa do Presidente da República para ser promulgado”, concluiu. (jry)

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