IRI realiza discussão sobre crescimento de produção agrícola

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Díli– O Instituto Republicano Internacional (IRI) promoveu uma mesa redonda em torno do crescimento da produção agrícola e o incremento de pequenos negócios por parte da sociedade civil e do setor privado.

O Gestor do Programa IRI, Carlito Nunes, disse que a mesa redonda juntou, entre outros, elementos da sociedade civil e alguns elementos do Parlamento da comissão especializada.

“Em discussão esteve o aumento da produção agrícola e dos pequenos negócios levados a cabo pela sociedade civil, em particular pelo setor privado”, afirmou aos jornalistas, na passada quinta-feira (27/08), nas instalações da Cruz Vermelha de Timor-Leste.

O dirigente mostrou-se agradado com o teor da discussão e classificou-a de muito produtiva, pois a sociedade civil e representantes do setor privado tiveram oportunidade de apresentar as suas ideias e preocupações aos membros da Parlamento Nacional, nomeadamente à comissão D, no sentido de levar as propostas ao Parlamento para nova discussão.

“Lembrou que foram discutidos em grupo os setores-chave da educação, saúde, agricultura e o desenvolvimento da economia. Pretendemos não ficar por aqui, pois realizaremos mais iniciativas destas para debatermos mais assuntos relevantes”, referiu.

Carlito explicou que o IRI tem um papel crucial na criação de um espaço aberto onde possam ter voz a sociedade civil e o setor privado.

Antoninho Bianco, Presidente da Comissão D no Parlamento Nacional, disse, por sua vez, que é necessário que a produção hortícola dos agricultores chegue aos mercados para ser posta à venda.

“É preciso que o Governo resolva a situação por que passam atualmente os nossos agricultores, sobretudo nas áreas da horticultura e agropecuária, na medida em que não conseguem fazer chegar os seus produtos aos mercados devido aos acessos serem precários”, disse.

O deputado pediu ainda ao Governo que fossem reabilitadas as vias secundárias pelo facto de a esmagadora maioria se encontrar em mau estado.

“As nossas hortas e várzeas produzem bastante hortaliças e arroz. O Governo tem, por isso, de se focar nesta área para que não continuemos a depender de alimentos importados”, referiu.

Segundo Bianco, em Timor-Leste a área para produção hortícola é de cerca de 300 mil hectares, enquanto o da produção de arroz de 81 mil hectares.

O deputado sugeriu ainda ao Governo que fossem disponibilizados tratores aos agricultores, dado que o programa estagnou.

“A maioria dos tratores agrícolas está em más condições. O Governo deve urgentemente garantir a sua manutenção”, afirmou

A mesa redonda foi levada a cabo pela Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento (USAID), Fórum das Organizações Não-Governamentais de Timor-Leste (FONGTIL) e o Parlamento Nacional.

A iniciativa contou com a participação, entre outros, de vários elementos destas entidades. (Sfj2)

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