IQTL quer promover “preços justos” em Timor-Leste

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DÍLI- O Presidente do Conselho de Administração do Instituto para a Qualidade de Timor Leste (IQTL), Alexandre Pires, disse, na quinta-feira (20/02), que esta entidade criará regulamentos rigorosos para as empresas e os comerciantes de modo a que promovam “preços justos”.

Alexandre Pires recordou que a instituição foi criada recentemente e, por isso, é necessário que tenha programas para a implementação das suas políticas, nomeadamente normas.

De acordo o responsável, com estes regulamentos, que serão apresentados ao ministério relevante, será possível igualmente realizar ações de informação.

“Será importante estabelecer em breve estas normas junto dos postos de combustível, nomeadamente sobre preços justos”, disse.

“Se houver uma idosa que abasteça com um dólar de combustível a sua viatura, deverá receber mesmo um litro. Não poderá receber apenas ar para que estes consumidores não se tornem vítimas”, acrescentou.

De acordo com o responsável, a instituição fará igualmente a inspeção nos mercados, para que seja feita uma pesagem correta dos produtos, e entregará logos aos vendedores.

“Este é um novo instituto que foi estabelecido recentemente em Timor. Temos três programas – um deles prende-se com as instalações. Já tentei falar com o gestor do Timor Plaza bem como o Diretor-Geral das Finanças do MTCI [Ministério do Turismo, Comércio e Indústria]. É necessário arrendar um espaço”, disse.

Segundo o presidente, serão também necessários recursos humanos, porque, neste momento, o instituto tem apenas cinco pessoas para quatro divisões – Normas, Acreditação, Meteorologia e Finanças e Aprovisionamento.

“Os recursos humanos são importantes, porque sem estes não podemos fazer nada”, afirmou.

Segundo o responsável, será efetuado um recrutamento de novos funcionários para apoiar a entidade.

Alexandre Pires sublinhou também que o instituto ainda não tem equipamentos, mas vão receber apoio a este nível de Macau e da Indonésia.

Segundo o presidente, serão também criadas normas para que se possa fazer a inspeção dos produtos importados e se garanta a sua qualidade.

“Devemos estabelecer normas, como um padrão e, por isso a instituição poderá fazer a inspeção dos produtos importados, através de testes de laboratório. Se não preencherem os requisitos, não estão autorizados a vender em Timor-Leste”, sublinhou.

Para Alexandre Pires, se não for efetuada uma inspeção, estes produtos poderão afetar a saúde pública.

Recorde-se que o Conselho de Ministros aprovou, esta segunda-feira (19/02) a Resolução do Governo, apresentada pelo MTCI, relativa à nomeação de Alexandre Pires, como presidente do Conselho de Administração e de Alves Gomes Martins e de Cecília da Fonseca, como vogais do Conselho de Administração do Instituto para a Qualidade de Timor-Leste, IP. O Governo nomeou ainda Carlito Gama e José Gonçalves para o Conselho Fiscal do Instituto para a Qualidade de Timor-Leste, IP.

O Conselho de Ministros tinha já aprovado, em fevereiro de 2018, a proposta de criação do IQTL, “um organismo nacional de qualificação, normalização e meteorologia, que visa implementar e gerir o sistema nacional de qualidade e outros sistemas de qualificação regulamentar”. (isa)

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