Horta admite reforçar UPF mas discorda de destacamento das F-FDTL nas fronteiras

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José Ramos Horta

Díli (Timor Post) – O ex-Presidente da República, José Ramos Horta, defendeu um reforço adicional dos elementos da Unidade de Patrulhamento da Fronteira (UPF) da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL).

O ex-diplomata discordou, no entanto, da política de destacamento das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) para o controlo das fronteiras.

Ramos Horta recordou que desde a restauração da independência, as F-FDTL têm colaborado com a PNTL para assegurarem o controlo das linhas fronteiriças.

O Nobel da Paz considerou ainda que num país democrático como o de Timor-Leste não faz sentido serem destacadas elementos das F-FDTL para as zonas fronteiriças. Salientou também o facto de inúmeros países democráticos não recorrem habitualmente a militares, como as forças de segurança, para a assegurar as operações de controlo e de vigilância das suas fronteiras, excetuando em casos de conflitos.

“É visível a evolução institucional das F-FDTL.  Contudo, com a atual situação epidemiológica vivida no país é necessário reforçar os elementos da Unidade de Patrulhamento da Fronteira (UPF) para impedir entradas e saídas ilegais junto às fronteiras”, disse Ramos Horta na terça-feira (07/09), em Caicoli, Díli.

O diretor da Associação HAK, Xisto dos Santos, defendeu, por seu turno, ser necessário destacar forças armadas nas fronteiras, uma vez que cabe aos efetivos das F-FDTL manter a segurança nas linhas fronteiriças.

“É chegado o momento de colocar os efetivos das F-FDTL nas fronteiras, dado que a UPF enfrenta várias limitações, em particular no que respeita a meios humanos”, afirmou.

Recorde-se que o Ministro da Defesa, Filomeno Paixão, admitiu a necessidade de substituir a missão da Unidade de Patrulhamento de Fronteira (UPF) da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) nas fronteiras terrestres por elementos das F-FDTL para garantirem as operações de controlo e de vigilância.

Em causa está, segundo Filomeno Paixão, o facto de a UPF revelar incapacidade para garantir a segurança nas linhas fronteiriças, uma vez que os seus membros não estão devidamente preparados ainda que tenham frequentado a formação na academia da PNTL.

“A UPF não está preparada para garantir a segurança nas fronteiras por falta de um conhecimento mais aprofundado sobre os procedimentos a terem em conta no controlo das fronteiras. Por isso, é conveniente retirá-los”, disse Filomeno Paixão aos jornalistas, na passada terça-feira (24/08), a margem do debate da 17.ª extensão do estado de emergência, no Parlamento Nacional.

O governante afirmou ainda que abordou o assunto junto do Vice-Ministro Interior, António Armindo, no que toca aos equipamentos bem como ao destacamento de elementos das F-FDTL para a zona fronteiriça.

Delineámos uma estratégia para que possamos manter a segurança nas fronteiras. Vamos destacar as F-FDTL para a linha da frente, enquanto a UPF ficará numa segunda linha”, declarou. (ven)

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