HAK pede a MS mais unidades de saúde para tratamento do VIH-SIDA

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Díli – O Ministério da Saúde (MS) deve construir mais unidades de saúde destinadas aos doentes que sofrem de VIH-SIDA, pede o Vice-Diretor da Associação dos Direitos Humanos (HAK, em indonésio), Sisto dos Santos.

Segundo o responsável, o pedido deve-se ao facto de o país ter apenas duas unidades de saúde – a Clínica do Bairro Pité e Klibur Domin – que garantem o tratamento dos seropositivos.

“Será que estes centros podem receber mil pacientes de SIDA? Sugiro, por isso, que o MS amplie o número de centros especiais para o tratamento dos seropositivos”, apelou Sisto dos Santos ao Timor Post, na segunda-feira (25/11), no Farol.

O Vice-Diretor da HAK, lembrou ainda que o MS registou, de janeiro a setembro deste ano, 140 seropositivos, apelando, como tal, ao ministério da tutela que efetuasse ações de sensibilização e de divulgação de informação junto da população para conter a transmissão do vírus.

“Apoiámos o Programa do Serviço de Saúde Comunitária (SISCA) do MS por manter a sua implementação junto da comunidade à semelhança do que aconteceu nos dois anos anteriores, pelas mãos do médico Andrew Belo, que distribuiu equipamentos aos residentes nas áreas rurais”, referiu.

O responsável mostrou-se, contudo, confiante de que haja uma redução do número de doenças transmissíveis em Timor-Leste, visto que a Comissão Nacional do Combate ao VIH-SIDA tem efetuado permanentemente estas ações de sensibilização e divulgação junto de todos os cidadãos.

Sisto dos Santos insistiu, de igual modo, na responsabilização da população a fim de contribuir para a eliminação da doença.

“Não podemos ficar apenas sentados. Devemos ser nós próprios a nos dirigir aos centros de saúde, reconhecendo a doença perante os médicos. Os profissionais de saúde não podem focar-se apenas nas clínicas privadas. Têm de apoiar os mais vulneráveis através de ações de solidariedade e de divulgação de informação”, alertou.

Fez, por último, apelo aos profissionais de saúde que seguissem o exemplo de Che Guevara, lembrando que “ esta figura importante nadou de uma ponta à outra só para curar os doentes de lepra”.

“A nosso ver, os médicos devem seguir o exemplo de Che Guevara de modo a que possam servir e proteger a vida de todos. Os profissionais da saúde não têm de ser só amigos do dinheiro, mas também dos seres humanos”, concluiu. (mj1)

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