HAK pede a Governo prioridade para setor da educação

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DÍLI – O Vice-Diretor da Associação dos Direitos Humanos (HAK, em indonésio), Sisto dos Santos, disse que a educação em Timor-Leste “está a gatinhar”, pedindo, como tal, ao Executivo e ao Parlamento Nacional que contornassem o problema, pois são responsáveis pela aprovação dos orçamentos gerais de Estado.

Segundo o responsável, a educação é “um fator importante para a criação de gerações inovadoras, com conhecimento e qualidade”, pelo que o Governo deve apostar, entre outros aspetos, nas infraestruturas básicas escolares.

Sisto dos Santos deu o exemplo de um estabelecimento escolar no Município de Ainaro, que necessita de uma intervenção rápida do Executivo, visto que não tem mobiliário, teto e possui apenas duas salas de aula, o que obriga os alunos do primeiro ao terceiro anos a estarem numa e os do quarto ao sexto anos em outra.

“A culpa é dos líderes, sobretudo do Parlamento Nacional, por não terem investido um orçamento suficiente, desde 2017, o que afeta a qualidade da educação”, apontou o Vice-Diretor da HAK.

O responsável referiu igualmente que a desigualdade social contribui para o retrocesso da educação, dado que “a elite manda os seus filhos estudarem no estrangeiro, recebendo posteriormente bolsas de estudo, enquanto os do ‘povo maubere’ continuam a frequentar escolas com condições miseráveis em Timor-Leste”.

“Os líderes possuem uma mentalidade um pouco fascista, visto que dão apenas prioridade aos seus filhos em escolas com condições adequadas e no acesso a bolsas de estudo. É uma mentalidade fascista e de política colonial”, considera.

Recorde-se que o Ministro da Educação, Juventude e Desporto, Armindo Maia, disse que a instituição envidará, em 2021 e, caso não seja possível, no ano seguinte, todos os esforços para garantir a requalificação de cerca de 800 estabelecimentos de ensino do país.

O governante garantiu também que, ao fim do seu mandato, seriam requalificadas 1.500 salas de aula. (ven)

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