HAK alerta para falta de produtos locais em Timor-Leste

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Díli- O Diretor-Executivo da Associação dos Direitos Humanos (HAK, em indonésio), Manuel Monteiro, afirmou, na passada sexta-feira (10/01), que o país está sem produtos locais há mais de um ano, desde o início da governação do atual Executivo.

“Sobre a economia do país, há mais de um ano que está em agonia. O setor [hortícola] implica três aspetos – produção, distribuição e consumo. Mas, na realidade, onde está a produção? Consumimos apenas produtos importados, desde o arroz, carne de porco, frango até às cebolas, alhos e hortaliças. Isto significa que o nosso país não produz nada”, afirmou ao Timor Post, em Colmera.

O responsável deu o exemplo das cebolas e alhos, que poderiam ser produzidos em Timor, mas são importados de Kupang, na Indonésia.

“As cebolas e alhos são importados de Atambua, na Indonésia. Os vendedores compram os repolhos em supermercados e voltam a vender no mercado de Maubisse. Antes, tínhamos uma canção que dizia: “Experimentem! Repolho e batatas de Maubisse”. No entanto, agora, é o contrário. Vamos provar os de Atambua, pois já não temos disponíveis”, defendeu.

Para o responsável, o setor privado timorense está dependente do Governo e a Secretaria de Estado de Cooperativas não está preocupada com a horticultura.

“O Secretário de Estado de Cooperativas não está empenhado em realizar o seu trabalho e foca-se apenas no setor agrícola”, criticou.

O diretor recordou ainda que alguns membros do Executivo foram líderes das Organizações Não-Governamentais, mas não estão atualmente a ajudar quem necessita.

“Os então críticos do Governo assumem, agora, um papel governativo, como o ex-diretor da Luta Hamutuk, Merício Akara, o ex-diretor da Haburas, Demétrio Amaral, e o ex-diretor do Fórum das Organizações Não-Governamentais de Timor-Leste (FONGTIL), Arsénio Pereira, mas não estão a apoiar-se uns aos outros”, defendeu.

Ainda no que toca à economia timorense, o Diretor do FONGTIL, Daniel Santos do Carmo, mostrou-se, por sua vez, preocupado com a implementação do regime duodecimal em janeiro por ter implicações para o país.

“O Orçamento em duodécimos destina-se apenas ao funcionamento da administração pública do Estado e poderá afetar significativamente a nossa economia”, concluiu. (res)

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