Grupo “Resistência Nacional” quer apresentar petição a PR para que se demita

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DÍLI- O grupo que se autodenomina de “Resistência Nacional que Defende a Justiça e Constituição da RDTL” pretende apresentar uma petição ao Presidente da República a exigir a sua demissão por considerar que ‘Lú Olo’ não respeita a Constituição do país.

“A resistência recolherá brevemente as assinaturas da petição, que apresentará ao Presidente da República para que ele responda às exigências do povo. Se não responder, o povo irá exigir os seus direitos, através do artigo 62.º da Constituição”, disse, esta sexta-feira (17/07), a porta-voz do grupo, Ângela Freitas, atual presidente do Partido Trabalhista.

Ângela Freitas pediu ainda ao Presidente da República que se demitisse por não respeitar a Constituição e atuar em defesa dos interesses do seu partido.

“O Presidente da República é do povo, mas mostra-se contrário a ele. Verificamos que não é do povo, mas do partido Fretilin”, disse.

“Recebemos aqui os representantes dos municípios e algumas equipas irão recolher nesses municípios as assinaturas. Não estamos a fazer uma manifestação, mas uma concentração de massas. Se apresentarmos a petição ao Chefe de Estado e não houver resultados, o povo fará uma manifestação. O Presidente da República tem a responsabilidade moral de resignar, porque esta é a exigência da maioria do povo”, sublinhou.

Também segundo a responsável, os órgãos de soberania em Timor-Leste desrespeitam a Constituição.

“Os quatro órgãos já desrespeitaram a nossa Constituição, começando pelo Presidente da República até ao Executivo, Parlamento e Tribunal. O Chefe de Estado, em quem o povo depositou confiança, legitimidade nas eleições para gerir, orientar e liderar através da Constituição”, disse.

Ângela Freitas insistiu que o Presidente da República deve respeitar os votos dos timorenses, e, por isso, criou este “grupo de resistência”.

“O poder político está nas mãos do povo. O povo deu-lhe um voto de confiança para que o servisse através da Constituição. Não para se proteger a si próprio. Este grupo de resistência quer juntar pessoas dos 13 municípios para que possam em breve exigir os seus direitos junto do Presidente da República. Sabemos que a Constituição é uma base legal que protege os cidadãos, política, economia, sociedade e cultura”, afirmou.

Além de pequenos partidos que não elegeram nenhum deputado nas últimas eleições, fazem também parte deste grupo organizações, religiosos, estudantes, entre outros. (isa)

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