Governo quer comprar 30 mil toneladas de arroz

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DÍLI- O Diretor Nacional do Aprovisionamento, Armazenamento e Estoque do Ministério do Turismo, Comércio e Indústria (MTCI), Júlio Soares, avançou que o Governo planeia a aquisição de 30 mil toneladas de arroz.

“Neste momento, temos apenas arroz local, que comprámos nos anos anteriores, inclusive em 2019. Temos por volta de 386 toneladas. Deverá ser emitido um despacho do Primeiro-Ministro para a aquisição de mais 3.800 toneladas”, adiantou esta quinta-feira (02/04), em Bebora, Díli.

O diretor advertiu, no entanto, que é agora necessário orçamento para a compra de 30 mil toneladas.

“É importante assegurar, neste momento, que o Executivo, sobretudo o Parlamento Nacional, preveja mais orçamento para a compra de 30 mil toneladas, mas ainda estamos a contactar os países produtores de arroz, como o Vietname”, afirmou.

O diretor recordou também as dificuldades na aquisição de arroz devido ao facto de os países exportadores estarem em estado de emergência.

“Estes países estão a bloquear tudo, mas é da responsabilidade do Governo timorense falar com os Executivos desses países para resolver a questão. Agora, os nossos dirigentes participaram numa reunião ministerial para falar sobre este assunto e procurar uma solução, sobretudo junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação”, acrescentou.

O responsável recordou ainda que o MTCI efetuou também uma reunião com o Ministério da Agricultura e Pescas (MAP) para garantir o stock de alimentos em Timor-Leste.

“O MAP poderá trabalhar em parceria com os agricultores na questão dos produtos locais. Já temos uma equipa para ir aos municípios e falar com as autoridades locais. No entanto, se faltarem alimentos e o Governo tiver previsto orçamento para a aquisição de arroz em outros países, devido ao bloqueio dos portos, não poderemos fazer nada”, afirmou.

O diretor reafirmou, porém, o compromisso do Governo em procurar soluções para eventuais falhas no stock de arroz.

“O Executivo está a esforçar-se muito. Temos outras alternativas, como a produção de milho, batata, mandioca, entre outros produtos, por parte dos agricultores”, concluiu. (isa)