Governo não dá oportunidade a pilotos de barcos timorenses

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Díli- Faustino Amaral da Agência dos Serviços Marítimos de Timor-Leste considera que, apesar de existirem timorenses qualificados na área da pilotagem de embarcações, o Governo “nunca lhes deu uma oportunidade para trabalharem no Berlin Nakroma”.

Faustino falava, esta terça-feira (28/07), aos jornalistas do Timor Post, na sequência das declarações do Ministro dos Transportes e Comunicações, José Agustinho da Silva, de que “Timor-Leste reconhece a carência de recursos humanos na área dos transportes marítimos”, dando como exemplo o barco Berlin Nakroma, cuja tripulação é maioritariamente estrangeira.

Segundo Faustino Amaral, embora muitos timorenses tivessem concluído o curso de navegação, optaram por trabalhar no estrangeiro, usufruindo do passaporte indonésio, pois Timor-Leste não lhes oferece emprego.

“Acabei o curso na área da administração portuária. Muitos dos meus seniores não regressaram a Timor-Leste depois dos seus estudos. Alguns voltaram, mas o Governo nunca os procurou para porem em prática as suas competências”, afirmou.

“O capitão do Berlin Nakroma tem certificado de ANT3, o que significa que é uma pequena embarcação. No entanto, há timorenses com certificado de ANT1 que podem pilotar barcos de grande dimensão, navegando até à Europa. Peço, por isso, ao Governo que dê oportunidade aos timorenses em vez dos bapas (indonésios) com certificado de terceira classe”, acrescentou.

O dirigente referiu ainda que muitos timorenses com diploma de ANT3, ANT2 e ANT1 trabalham, atualmente, no estrangeiro com passaportes indonésios. Mencionou ainda um exemplo de um piloto com diploma de ANT1 residente em Timor-Leste, que está desempregado.

“Está sem trabalho em Timor-Leste. Sei, porque estudámos na mesma área. E para que quer o Governo trazer para aqui o Nakroma II, se não temos recursos humanos? Há, atualmente, nove timorenses que estão a frequentar o curso numa academia indonésia, três especialistas de capitão, um técnico de barco e cinco de administração portuária”, afirmou. (mj3)

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