Governo e PNUD assinam acordo para promover segurança alimentar

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DÍLI- O Ministério das Finanças e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) assinaram, esta quinta-feira (09/07), um acordo para apoiar a população timorense afetada pela crise provocada pela covid-19.

O apoio de um milhão de dólares americanos, disponibilizado pelo PNUD e Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD), incide na questão da segurança alimentar dos mais carenciados, sobretudo nas áreas rurais, revelou o Ministro das Finanças, Fernando Hanjam.

“Foram-me dados, na semana passada, plenos poderes, em Conselho de Ministros, para assinar um acordo de ajuda externa dos nossos parceiros, em particular do BAD, que, com um milhão de dólares americanos, pretende promover a segurança alimentar”, recordou o ministro à margem da assinatura do acordo, em Aitarak-Laran, Díli.

Segundo Fernando Hanjam, o Ministério da Agricultura e Pescas (MAP) e PNUD implementarão o programa, com início em julho e término em dezembro.

“O Ministério da Agricultura e Pescas deve trabalhar em parceria com o PNUD para implementar imediatamente este programa, pois o projeto tem apenas seis meses. Se não o implementarmos durante esses seis meses, o orçamento poderá ser devolvido”, alertou.

Pretende-se, com o projeto, adquirir produtos de agricultores timorenses para que sejam depois distribuídos pelas famílias mais carenciadas de cinco municípios – Baucau, Bobonaro, Covalima, Díli e Oé-Cusse-Ambeno.

“Com este orçamento, comprar-se-ão os nossos produtos locais e, por isso, devemos trabalhar junto da comunidade e agricultores para que os possamos distribuir pelas famílias vulneráveis”, acrescentou.

Também a Representante do PNUD, Tuya Altangerel, defendeu a importância da parceria com os agricultores para a aquisição destes produtos locais.

“Devemos trabalhar junto dos agricultores dos cinco municípios onde será implementado o projeto para que possamos comprar diretamente os seus produtos, mas tudo isto dependerá dos alimentos disponíveis. Serão distribuídos diferentes alimentos por cada município”, explicou.

“Quando comprarmos os produtos das associações de agricultores, transferiremos o orçamento diretamente para as suas contas bancárias. Se comprarmos, contudo, a pequenos agricultores, pagaremos em numerário. Em relação à distribuição, temos de trabalhar em colaboração com os presidentes dos municípios para que possam identificar os grupos carenciados que precisam mesmo destes alimentos”, acrescentou.

Segundo Tuya Altangerel, o orçamento será transferido para a conta bancária do Ministério das Finanças e, posteriormente, para o PNUD.

Também o Representante da ONU em Timor-Leste, Roy Trivedy, destacou a importância deste apoio aos timorenses mais carenciados.

“O programa é muito importante para que Timor-Leste possa apoiar a população timorense afetada pela crise provocada pela covid-19. Visa apoiar a segurança alimentar”, afirmou.

Recorde-se que o Conselho de Ministro aprovou, no dia 01 de julho, este acordo. O valor de um milhão de dólares americanos provém do Fundo de Resposta a Desastres da Ásia Pacífico. (isa)

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