Governo discute implementação do estado de emergência nas fronteiras

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DÍLI- O Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, reuniu-se, esta segunda-feira (10/08), com restantes membros do Governo para discutir a implementação do estado de emergência nas fronteiras.

“Foram três os assuntos que o Primeiro-Ministro quis saber da nossa equipa. Primeiro, a entrada de produtos nas fronteiras, porque não recebemos apenas pessoas. Segundo, a questão da quarentena, sobretudo a gestão do confinamento obrigatório. Terceiro, as condições do Ministério da Saúde para que seja dada resposta ao volume de pessoas que entram e seja feita uma gestão destas entradas”, afirmou a Ministra da Saúde, Odete Belo, à margem do encontro entre as linhas ministeriais, no Palácio do Governo.

A ministra destacou também que Taur Matan Ruak pediu aos ministérios da Saúde, dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e do Ministério do Interior que analisassem uma eventual reabertura do Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC).

“A propagação [do novo coronavírus] ainda pode acontecer no nosso país, mas este caso é importado. É mais eficiente manter a atual situação. Temos de cooperar com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e o Ministério do Interior para prestar atenção à questão das fronteiras”, defendeu.

Segundo a governante, não é necessário reiniciar o CIGC, porque atualmente o Ministério da Saúde está a efetuar este trabalho em coordenação com o MNEC e Ministério do Interior, incluindo a equipa já extinta do CIGC, que apoia também o ministério na elaboração de alguns protocolos, decretos-lei, entre outros.

Odete Belo recordou também que o Ministério da Saúde criou instalações para quarentena em Motain, Tasi Tolu, Tíbar, Suai, faltando apenas Oé-Cusse. No entanto, com orçamento do Fundo Covid-19, nesta região, os cidadãos podem ser alojados em hotéis.

A governante referiu também a necessidade, nestes espaços de quarentena, de um período de 17 dias para o confinamento e posterior desinfeção dos materiais e quartos.

“O MNEC mantém a cooperação com o cônsul timorense em Kupang para que controlemos a entrada de pessoas, de acordo com a disponibilidade do Ministério da Saúde. Se estes três ministérios trabalharem em conjunto, poderemos colocar uma pessoa em cada quarto, porque já limitaremos as entradas”, sublinhou.

Odete Belo recordou, por fim, que, às quartas-feiras, mais de 100 pessoas entram no país através das fronteiras terrestres. (isa)

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