Governo despreocupado com realojamento das famílias residentes em áreas de risco

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Foto Tempo Timor

Díli (Timor Post) – O Chefe do Suco de Madohi do Município de Díli, Bernardino de Cristo, disse que, apesar de as autoridades locais terem manifestado as suas preocupações junto do Governo em relação às famílias residentes nas zonas de risco, o Executivo mantém-se em silêncio.

O líder local acusou, por isso, o Ministério da Administração Estatal de não mostrar sinais de preocupação face ao perigo que corre a população.

“Embora exista uma lei que aborde a questão, faltam medidas concretas que ponham termo a esta situação. Continuámos a assistir à passividade do Governo  no que toca ao realojamento das famílias que moram junto das áreas de risco, como as margens das ribeiras e encostas das montanhas”, afirmou Bernardino de Cristo ao Timor Post, no domingo (14/11).

Segundo o chefe do suco, deveriam ter sido colocados sinais de alerta nas zonas com maior risco de desastres climáticos para permitir que as autoridades locais atuem.

“Não recebemos qualquer ordem do Governo. Então, de que forma é que podemos atuar? Nada podemos fazer, porque o país constitui um Estado de direito democrático. Até à data, ainda nenhuma equipa se deslocou até cá para colocar os sinais de risco mesmo após a aprovação da lei”, afirmou.

Acrescentou que existem atualmente mais de 30 agregados familiares residentes nas zonas consideradas de maior risco, sendo que 20 moram na aldeia de Mate la Hotu, cinco em Beto Leste e mais de dez nas áreas de Beto Naroman e de Bebonuk.

“Estas famílias estão nas listas para serem realojadas. Aguardamos só as orientações do ministério. Um facto desmentível é que estão a residir mais pessoas nestes locais”, lamentou. (kyt)

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