Governo desafiado a investir um milhão de dólares no BNCTL

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Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL) bank tellers attend to clients at their main bank branch in Dili, the capital of Timor Leste, on Monday 20 November 2017. The Expansion of Financial Services Project will support the commercial transformation of Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL). Photo: Luis Enrique Ascui

DÍLI (Timor Post) – O Diretor-Executivo do Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste, Brígido de Sousa, desafia o Governo a investir anualmente um milhão de dólares americanos na instituição bancária para apoiar as empresas nacionais na competitividade do mercado internacional.

“Caso fosse responsável pelo levantamento do Fundo Petrolífero, transferiria uma verba avultada para todas as instituições financeiras no país. Com este investimento, os bancos aplicarão entre os 4% e os 6% de juros às empresas de modo a empregar anualmente 60 mil trabalhadores, aumentando assim os seus fluxos de caixa e competindo nos mercados internacionais”, afirmou Brígido de Sousa ao Timor Post.

O responsável lembrou ainda que várias foram as pessoas que afirmaram que as empresas nacionais demonstram “fragilidade e pouca robustez”.

“Também concordo. A incapacidade e a fragilidade das empresas devem-se em parte à burocracia administrativa, à falta de conhecimento relacionado com o negócio, à insuficiência de capital social, aos altos juros, ao fracasso na cultura de empreendedorismo bem como à inexistência de regulamento que prevê o limite máximo de acesso ao empréstimo bancário”, referiu.

Brígido defendeu, como tal, a necessidade de o Executivo investir nas unidades bancárias para apoiar as empresas nos setores produtivos, nomeadamente no que toca à agricultura, pescas, pecuária e infraestruturas, dotando assim o país de condições mais adequadas para aderir à Associação de Nações do Sudeste Asiático e à Organização Mundial de Comércio.

“É preciso o Governo investir nos bancos em Timor-Leste para que o dinheiro circule no país e simultaneamente beneficiar a nossa comunidade. Não devemos apenas ficar sentados a ver o relatório sobre o aumento do Fundo Petrolífero, anunciando que já temos poupança. Poupar para quem? Para a geração vindoura? As futuras gerações deverão estar devidamente preparadas agora de forma a garantir um futuro mais risonho”, concluiu. (jho)

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