Governo aloca cerca de 1.12 milhões de dólares para subsídios das famílias de Comoro

by -35 views

DÍLI- O Chefe do Suco de Comoro, Eurico da Costa de Jesus, revelou, esta terça-feira (09/06), que o Governo alocou cerca de 1.12 milhões de dólares para os 9.575 agregados familiares mais carenciados do suco de Comoro, em Díli.

“O Governo alocou 1.12 milhões de dólares americanos para os 9.575 agregados familiares deste suco. Não são verbas das autoridades locais, mas direitos das pessoas”, disse.

Segundo o líder comunitário, ainda não se registaram, até ao momento, no suco de Comoro reclamações da população.

“Os beneficiários podem fazer as reclamações na mesa do chefe do suco, caso não estejam na lista de pagamento os nomes, que deverão depois constar de uma lista adicional do MAE e MSSI”, disse.

Questionado sobre o facto de alguns nomes aparecerem em duas listas de municípios diferentes, Eurico da Costa de Jesus disse que este problema se deve ao facto de, com o estado de emergência, se considerarem transferências temporárias.

Filas compactas, apesar das medidas de prevenção

Apesar das orientações do Ministério da Saúde e OMS, em Comoro, não se cumpriram as medidas de prevenção da covid-19. Além das filas compactas, sem o distanciamento mínimo qualquer local para lavagem das mãos, a própria Vice-Primeira-Ministra dos Assuntos Sociais e Ministra da Solidariedade Social e Inclusão, Armanda Berta, cumprimentou os beneficiários com beijos.

Foi, no entanto, dada prioridade às grávidas, mulheres com crianças e idosos nas filas, um pedido do Presidente da Autoridade do Município de Díli, Gaspar Soares, ao chefe de suco.

“Pedi que prestassem atenção às grávidas, aos nossos pais e mães da terceira idade e às mães que estão com os seus bebés. Devemos dar oportunidade a estas pessoas e, por isso, as pessoas têm de ter consciência e compreensão para que o processo de pagamento possa correr bem”, afirmou

O dirigente afirmou ainda que a sociedade civil e a Comissão Anti-Corrupção (CAC) e outras entidades relevantes estão a fazer a observação do processo de pagamento deste subsídio.

“Pedi a toda população que tivesse a consciência, pois quem é elegível recebe este subsídio. Espero que todas as famílias carenciadas marquem presença no local. São os que merecem. Se sentirem que não são elegíveis, é melhor não estarem presentes”, apelou.

Efeitos da covid-19 na população

Agostinha Martins de Carvalho, beneficiária deste apoio social, disse precisar do subsídio para tratamentos de saúde.

“Sinto-me muito satisfeita com este subsídio, pois o meu marido já morreu e os meus filhos estão casados. Vivo apenas com os meus netos e, por isso, com estas verbas, posso sustentar-me a mim e aos meus netos e comprar os medicamentos na farmácia, caso não os haja nos hospitais”, disse.

A idosa conta que não realizou os tratamentos de saúde devido à covid-19 e à necessidade de confinamento.

“Durante dois meses, nunca saí de casa. Tenho 64 anos. Quando saía, as pessoas diziam-me que não podia por ter idade avançada. Diziam-me para ficar apenas em casa. Sofro de diabetes, e, durante três meses, não tomei os medicamentos do hospital. Tomei apenas os remédios tradicionais. Agora recomecei o tratamento no hospital”, concluiu.  (isa)