General Lere impede que Ângela conduza ação de protesto

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Díli- O Chefe do Estado-Maior General das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), o Major-General Lere Anan Timur, disse na sexta-feira (04/09) que manterá a decisão de impedir que a porta-voz do Grupo da Resistência Nacional para a Defesa da Justiça e Constituição da RDTL (GRNDJC), Ângela Freitas, possa organizar uma ação de protesto pacífica, lembrando as crises  de 2006 e 2015 ocorridas em Timor-Leste.

Segundo o Chefe do Estado-Maior General das F-FDTL, foram dadas instruções aos seus elementos para efetuarem ações de patrulhamento junto à residência de Ângela Freitas, no bairro Formosa, por se considerar uma zona de alto risco, não reunindo as condições mínimas de segurança.

Para Lere, a residência de Ângela Freitas constitui um local de elevado risco por ser a mentora e a porta-voz do movimento em causa.

Lere lembrou, entretanto, que Ângela Freitas esteve envolvida nas duas crises de 2006 e 2015, que culminaram com a morte do Major Alfredo e de Mauk Moruk, respetivamente. É um dos motivos pelo qual, segundo o Major-General, não foi concedido à porta-voz do grupo do GRNDJC a possibilidade de levar por diante a ação de protesto.

“Recordo que aconteceram duas crises no passado recente com a participação direta de Ângela Freitas. Mas não houve justiça. A porta-voz continua a deslocar-se livremente ao estrangeiro. Este Lere não deixará que sejam mobilizadas pessoas para provocar distúrbios à ordem pública. Outra pessoa pode liderar a ação pacífica. As portas para a porta-voz liderar o movimento estão fechadas”, referiu.

“Sobre o 1 de setembro, inúmeras vozes afirmaram que houve um cerco à residência de Ângela Freitas e ameaças. Até alguns políticos e elementos da Igreja, principalmente o padre Domingos, vieram dizer que os militares fizeram pressão. Penso que o padre Domingos Maubere deveria primeiro fazer uma análise detalhada acerca da situação”, lamentou.

De acordo com Lere, as ações de patrulhamento levadas a cabo pelas forças de segurança são uma atividade a realizar sempre que um determinado local for considerado de alto risco, como o foi o do Bairro da Formosa.

O Chefe do Estado-Maior-General das F-FDTL explicou que, durante a ação de patrulhamento, não houve nenhum episódio de agressão nem sequer qualquer cerco à residência de Ângela Freitas.

Lere pediu, entretanto aos legisladores que interpretaram a decisão como um desrespeito pela Constituição, que procedessem a uma análise detalhada do caso.

“Aos legisladores que consideraram a ação uma violação da Constituição, peço-lhes para que analisem e estudem exaustivamente o caso”, concluiu Lere. (flo)