Fundo Petrolífero no valor de 17 mil milhões de dólares no final de 2019

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Díli- O Banco Central de Timor-Leste (BCTL) lançou esta segunda-feira (03/02) o relatório do último trimestre de 2019 sobre o Fundo Petrolífero de Timor-Leste, onde se mostra que o saldo era de 17,69 mil milhões de dólares, ligeiramente superior  ao do final do trimestre anterior, no valor de 17,55 mil milhões de dólares.

O Vice-Governador do BCTL, Venâncio Alves Maria, afirmou que o relatório aponta várias alterações.

“No final de dezembro de 2019, o Fundo Petrolífero mostra que o saldo era de 17.69 mil milhões de dólares. Este inclui também as contribuições e royalties”, disse aos jornalistas, no edifício do BCTL.

Segundo o dirigente, o relatório indica ainda que as entradas brutas de capital foram de 156,82 milhões de dólares, 70,09 milhões dos quais correspondentes a contribuições e 86,72 milhões de dólares relativos a ‘royalties’ provenientes da Autoridade Nacional do Petróleo.

O vice-governador referiu ainda que o rendimento dos investimentos do fundo no último trimestre de 2019 ascendeu a 530,32 milhões de dólares, 96,99 milhões dos quais se referem ao valor de mercado dos instrumentos detidos. Já 1,13 milhões de dólares correspondem à evolução das taxas de câmbio.

“O resultado líquido do rendimento da carteira do fundo trimestral atingiu os 3,05%, ligeiramente abaixo do ‘benchmark’ que se situa nos 3,07%”, afirmou.

Segundo Venâncio Alves Maria, a lei do Fundo Petrolífero prevê que a gestão operacional esteja a cargo do BNCTL, enquanto ao Ministério das Finanças lhe cabe a tarefa de definir a estratégia do investimento.

Também o representante do Ministério das Finanças, Agostinho Maia Filipe Neri, disse que se registaram mudanças quanto ao resultado do Fundo Petrolífero, graças à intervenção do Banco Central do Estados Unidos da América, China, e da União Europeia que contribuíram para a redução de juros.

“O retorno do investimento foi possível graças ao contributo de dois fatores – a intervenção do Banco Central dos Estados Unidos da América, China e da União Europeia e a política centrada no apoio à atividade económica através da redução quer da taxa quer dos juros”, afirmou.

O representante acrescentou que a redução das taxas e juros em 0,21% por parte do Banco Central dos EUA fez com que impulsionasse a economia do país. (jxy)