Fundação ALOLA quer combater crime de infanticídio

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DÍLI- A Fundação ALOLA efetuou, esta quinta-feira (12/03), um seminário, no âmbito do Dia Internacional das Mulheres, comemorado a 08 de março, subordinado ao tema “Sou uma geração de igualdade: concretizar os direitos das mulheres – assegurar a igualdade e ações de prevenção de casos de infanticídio”.

A Secretária de Estado para a Igualdade e Inclusão, Maria José da Fonseca Monteiro de Jesus, referiu a responsabilidade de todos os timorenses no combate ao abandono de bebés e infanticídio.

“Os casos de abandono e infanticídio são problemas sociais e, por isso, a responsabilidade de procurar uma solução para este problema é de todos nós, não apenas do Governo”, disse a governante, na Comissão Nacional de Eleições (CNE), em Díli.

Maria José da Fonseca Monteiro de Jesus recordou os esforços para resolver esta questão por parte da Secretaria de Estado para a Igualdade e Inclusão, assim como do Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) e Parlamento Nacional.

A governante destacou também a necessidade do envolvimento da família, autoridades locais, religiosas, educadores e população em geral na prevenção deste crime.

“É importante valorizar e respeitar a vida humana de uma pessoa. Não se pode pôr fim a uma vida, mas deveria cuidar-se [dela] como numa família”, insistiu.

Segundo a governante, a esmagadora maioria das pessoas culpabiliza apenas as mulheres nestes casos, o que não pode acontecer.

“Se algumas mães fizerem isto, podemos considerar que a culpa é delas, mas alguns homens também não se responsabilizam pelos seus atos”, acrescentou.

De acordo com a secretária de Estado, algumas famílias abandonam os bebés e cometem infanticídio por terem receio de perder a dignidade.

“Se algumas [mães] o fizerem conscientemente, esta situação constitui crime, pelo que deveriam ser levadas a tribunal para serem julgadas, de acordo com as evidências”, alertou.

A governante recordou ainda que o Código Penal prevê a condenação destas mulheres, estando algumas já presas em Gleno, no município de Ermera.

Também a Diretora da Fundação ALOLA, Maria Imaculada Guterres, destacou a importância do combate aos crimes de abandono e infanticídio.

“O crime de infanticídio é sério e, como tal, é preciso combater e condenar estes autores, não só as mulheres”, disse.

Segundo a diretora, a esmagadora maioria das mulheres é, contudo, condenada com autora deste crime.

“Algumas mulheres cometeram este crime devido a uma situação difícil”, afirmou. (isa)

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