Fundação Alola mantém sensibilização junto de jovens para evitar abandono de bebés

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DÍLI- A Fundação Alola realizou, esta terça-feira (25/08), uma ação de sensibilização junto dos jovens e estudantes sobre a questão do abandono de bebés com o tema “Consciencializar os Jovens como Agentes Transformadores e de Controlo Social para Combater os Casos de Infanticídio”.

 “Os objetivos desta atividade de hoje são melhorar os conhecimentos dos jovens e estudantes sobre as causas e consequências do abandono de bebés e procurar soluções para prevenir e eliminar estes casos”, afirmou a Diretora da Fundação Alola, Maria Imaculada Guterres, em Mascarenhas, Díli.

Segundo a dirigente, a maioria de casos que ocorrem em Timor-Leste não é de infanticídio, mas de neonaticídio, isto é, da morte do bebé nas primeiras 24 horas.

Maria Imaculada Guterres recordou que a fundação tem programas para promover o direito das mulheres e crianças, tendo já sido realizadas várias atividades nas áreas da prevenção da violência com base no género e abandono de bebés.

“Sabemos que na maior parte dos casos a culpa é atribuída às mulheres, mas, na realidade, não é assim. Uma mulher e um homem juntam-se e têm filhos. Contudo, as mulheres é que dão à luz e, por isso, são vítimas e condenadas. A maioria dos casos é de jovens”, acrescentou.

A dirigente referiu também a importância da cooperação com várias entidades para o combate a estes crimes.

“Acreditamos que os jovens poderão ser agentes de controlo e transformadores da comunidade, e, como tal, devemos capacitá-los e melhorar os seus conhecimentos”, advertiu.

Maria Imaculada Guterres lembrou que foram registados, desde 2015, na Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), 49 casos de abandono de bebés.

Já o orador principal Rui Maria de Araújo destacou a necessidade da distinção entre os conceitos de neonaticídio, infanticídio e filicídio.

“A Fundação Alola e jovens organizaram este encontro para que pudéssemos apresentar alguns termos científicos sobre o abandono de bebés, nomeadamente sobre o neonaticídio, infanticídio e filicídio. Dei também algumas ideias para a prevenção deste problema”, afirmou, à margem da sua intervenção no evento.

O médico afirmou ainda que a sociedade civil deve criar condições e identificar o mais cedo possível os que estão em risco de praticar neonaticídios.

“Todas as pessoas sabem que matar é crime, mas esse é outro assunto. Hoje, vimos apresentar factos relativos aos casos de neonaticídio e infanticídio, que não acontecem apenas em Timor-Leste, mas em todo o mundo”, sublinhou.

Rui de Araújo lembrou que, em Timor-Leste, a cada 39 mil nascimentos, são cometidos 25 neonaticídios. (isa)

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