Fumo nas casas timorenses contribui para elevada prevalência de infeções respiratórias

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Díli- A esmagadora maioria da população timorense está exposta a poluição em casa, nomeadamente através do fumo proveniente do uso de lenha ou outros combustíveis sólidos para cozinhar assim como do tabaco, o que contribui para a elevada prevalência de infeções respiratórias no país.

Os dados são do Inquérito Demográfico e de Saúde de 2016 e foram recordados pelo Diretor Nacional do Serviço Hospitalar e Emergência, Nílton da Silva.

O dirigente lembrou que, segundo este estudo conduzido pelo Ministério da Saúde, 86% dos agregados familiares timorenses utilizam combustíveis sólidos, sendo que a lenha constitui 95% desses combustíveis.

“O fumo está presente em cerca de 62% das casas timorenses. Só 14% dos agregados cozinham fora. Pelo menos um elemento da família fuma em 51% das habitações. Estes números contribuem significativamente para as infeções respiratórias”, afirmou na quarta-feira (11/11), no seu discurso no âmbito de um seminário sobre a redução da poluição doméstica, no Hotel Novo Turismo.

O medico explicou que, segundo um estudo do Ministério da Saúde de junho deste ano, Timor-Leste registava 330.854 casos de infeções respiratórias, entre eles 12.632 de pneumonia.

Recordando os riscos para a saúde pública, o Chefe do Departamento de Saúde Ambiental do Ministério da Saúde, José Moniz, alertou, por sua vez, para a necessidade de prevenção da poluição, tanto doméstica como nas estradas timorenses.

“Timor-Leste reporta uma forte prevalência de infeções das vias respiratórias, o que se deve à circulação sem controlo de viaturas que provocam poluição do ar”, afirmou.

O responsável referiu, contudo, que os ministérios competentes procuram sensibilizar a população para esta questão da poluição atmosférica, tendo já uma política e estratégias de prevenção de problemas respiratórios.

Recorde-se que, segundo os registos de unidades de saúde timorenses, as infeções respiratórias são o problema de saúde com maior prevalência.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2006, metade da população mundial recorria a combustíveis sólidos para cozinhar ou aquecer as habitações, o que provocava 1,5 milhões de mortes por ano.

Os mais afetados eram mulheres e crianças, que respiravam uma quantidade de fumo equivalente a dois maços de cigarro por dia. (res)

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