Fretilin pede a Governo que apoie com alimentos municípios sujeitos a cerca sanitária

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DÍLI – A bancada parlamentar da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin) pediu ao Governo que fornecesse bens alimentares a Covalima devido ao facto de o município estar sob cerca sanitária, medida imposta na passada semana.

O Chefe da bancada da Fretilin, Francisco Miranda Branco, disse que a manutenção da cerca sanitária no Município de Covalima é nefasta para a população, pelo que se recomenda ao atual Executivo que disponibilize apoio, designadamente na distribuição de bens alimentares.

“A imposição de uma cerca sanitária, obrigando o povo a ficar em casa, poderá levar a situações de fome, tendo de ser procurados alimentos noutras paragens. O Governo não deve ignorar esta situação. Por isso, deverá já avançar com medidas concretas para ajudar a população, nomeadamente com a entrega de alimentos”, disse Francisco Branco, em declarações aos jornalistas, esta sexta-feira (26/02), no Parlamento Nacional.

Recorde-se que o deputado da Fretilin Joaquim dos Santos tinha antes feito um apelo ao Ministério da Saúde (MS) e às autoridades de segurança e defesa que intensificassem as operações de controlo junto às zonas fronteiriças de modo a que sejam cumpridas as normas impostas pelo estado de emergência (EE).

O parlamentar pediu, na ocasião, que fosse igualmente imposta uma cerca sanitária no suco onde surgiu a transmissão local de covid-19, evitando, desta forma, um possível alastramento do vírus a outras zonas do país.

“Temos de isolar esta zona, pois já existe a propagação comunitária no nosso país e, caso se venha a alastrar a outro local, para onde é que vamos fugir? Mesmo que fujamos, a doença não nos vai largar”, lamentou o parlamentar, no plenário, esta quarta-feira (24/02), no Parlamento Nacional.

“É sabido que não existe, em Timor-Leste, esta transmissão ativa. No entanto, alguns cidadãos das zonas fronteiriças não cumpriram as normas do estado de emergência, circulando clandestinamente nas fronteiras e trazendo possivelmente consigo o vírus para o país”, afirmou.

Em face deste incumprimento por parte de inúmeros residentes na fronteira, o deputado alertou para a necessidade de todas as medidas de prevenção do novo coronavírus serem obedecidas à risca.

Joaquim dos Santos insistiu na importância de a comunidade residente nas linhas da fronteira respeitar os esforços, quer das forças de segurança e defesa quer da equipa de saúde que atuam na salvaguarda de toda a população.

“A origem do surto no Posto Administrativo de Fatumea, em Covalima, não se deveu ao descontrolo da equipa da linha da frente, mas antes à desobediência de alguns indivíduos por incumprimento das regras sanitárias. Por causa disso, Timor-Leste está em risco de entrar num estado de calamidade”, concluiu. (jry/jmy)