FONGTIL e LH defendem melhorias em seis setores do plano de recuperação económica

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DÍLI- O Fórum das Organizações Não Governamentais de Timor-Leste (FONGTIL) e a Organização La’o Hamutuk (LH) promoveram uma discussão pública sobre o plano de recuperação económica, onde defenderam algumas medidas a serem implementadas em setores chave da sociedade.

A investigadora da organização LH Marta da Silva elogiou o facto de a Comissão de Recuperação Económica ter reconhecido que Timor-Leste não poderá garantir o bem-estar da população se insistir no investimento em grandes projetos. Sugeriu, por isso, que fosse investido orçamento em áreas prementes, como a saúde, educação, turismo, proteção social, entre outras.

“Este relatório não atribui uma percentagem razoável [para estes setores], mas, pelo menos, reconhece que a realidade que enfrentamos para que possamos responder às necessidades do povo”, disse Marta da Silva, esta terça-feira (13/10), em Caicoli.

A investigadora afirmou ainda que as seis vertentes que o Governo deverá, a médio prazo, dar como prioridade são a agricultura, educação, saúde, apoio social ou residências e o turismo.

“A título de exemplo, para a produção de arroz é preciso melhorar o sistema de irrigação, conceder subsídio aos agricultores a cada três anos para o arroz local poder competir com o importado”, afirmou, acrescentando também a necessidade de se olhar o setor do café, nomeadamente para a produção e exportação.

Na área das florestas, as ONG defendem uma aposta na plantação de sândalo e mudança da legislação para que Timor-Leste se dedique à produção.

No que diz respeito ao setor educativo, Marta salientou que será necessário, durante os próximos cinco anos, duplicar as verbas, construir duas ou três novas escolas dos CAFE, reabilitar e alargar as escolas do Ensino Secundário Geral e do Técnico-Vocacional e do pré-escolar. Sugeriu, por outro lado, que fosse bloqueado o sistema de apoio financeiro às universidades privadas e, ao invés, fossem concedidos empréstimos.

Em matéria de saúde, defendem o aumento da sua despesa, nomeadamente no reforço dos programas Saúde na Família e Saúde na Escola e nas infraestruturas de unidades hospitalares.

Sugerem, por outro lado, que se realizem campanhas de sensibilização para a promoção da higiene, uso adequado e preferencialmente de medicamentos em detrimento dos tradicionais e promovesse a formação dos recursos humanos.

 No plano do turismo nacional, Marta reconheceu a inexistência de um plano específico que contribua para a recuperação económica, lamentando deficiências na vertente da formação nesta área.

Melhorar as estradas para permitir o acesso ao local turístico, controlar a presença de crocodilos na costa norte, construir um centro cultural em Metinaro, uma biblioteca e um museu em Díli são medidas apontadas por Marta da Silva para alavancar o setor do turismo, fortemente abalado pela crise pandémica provocada pela covid-19.

Já em relação à proteção social, a investigadora considera que se deve criar um mecanismo de apoio social para evitar a divisão de dinheiro, promover o sistema de registo no banco, implementar um sistema de verificação mais eficaz sobre as pessoas com deficiência e expandir o programa Bolsa da Mãe. (jho)

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