Filomeno Paixão defende deportação dos imigrantes encontrados em Jaco

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DÍLI- O Ministro da Defesa, Filomeno Paixão, defendeu, esta quarta-feira (17/06), que o Governo timorense deverá trabalhar em parceria com as embaixadas do Vietname e da Indonésia para deportar os 13 imigrantes encontrados em Jaco na semana passada.

“Podem ser pescadores ilegais ou pessoas descontentes com os regimes dos seus países e, por isso, estão a procurar outro [país]. Fingiram parar aqui. Isto não pode ser. Devem ser detidos, entrar em quarentena obrigatória e, depois, entregues às suas embaixadas para serem mandados embora”, disse o governante, após o Conselho de Ministros.

Para o ministro, o Governo timorense deverá coordenar-se com as embaixadas vietnamita e indonésia para deportar estes cidadãos, podendo Timor-Leste ou as autoridades dos seus países custear essa despesa.

Recorde-se, contudo, que o ministro demissionário dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Dionísio Babo, pediu, esta terça-feira (16/06), ao Ministério da Defesa e Segurança que, antes da deportação, procedesse a uma investigação para determinar o estatuto destes cidadãos estrangeiros e se atuar em conformidade.

“Já informámos o Governo do Vietname sobre os seus cidadãos que estão neste momento cá. O Executivo vietnamita respeita [a nossa decisão de conduzir investigações]. Se foram trazidos pela corrente, deveremos deportá-los, mas, caso haja outras razões, teremos de ver quais os procedimentos, pois estão cá a Organização Internacional para as Migrações e a Organização das Nações Unidas, com as quais podemos contactar para resolver esta questão”, disse Dionísio Babo, recordando que Timor-Leste deve respeitar as leis internacionais.

Na passada sexta-feira, 11 cidadãos vietnamitas e dois indonésios foram encontrados por pescadores no ilhéu de Jaco. Os dois indonésios de Timor Ocidental explicaram que foram pagos pelos cidadãos vietnamitas para os transportar para Darwin, na Austrália, informação que estes rejeitam. A embarcação terá ficado sem combustível e sido levada pela corrente para o ilhéu timorense.

Milhares de migrantes partem anualmente da Indonésia em barcos com poucas condições para chegarem à costa da Austrália. Alguns morrem no mar, enquanto outros são detetados e levados para centros de detenção. (isa)