EUA – Senadores republicanos ameaçam não certificar votos se auditoria não for feita

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Joe Biden venceu as eleições contra Donald Trump no passado mês de novembro, mas o Congresso norte-americano tem esta semana a última oportunidade de contestar o resultado das eleições — ou de o certificar. É isso que ameaçam fazer mais de uma dezena de senadores republicanos, incluindo o senador Ted Cruz, do Texas, ou Ron Johnson do Wisconsin, que disseram este sábado que vão rejeitar os votos de alguns estados ganhos pelo democrata Joe Biden por alegarem fraude eleitoral.

É a última tentativa. Segundo o Washington Post, os aliados de Trump preparam-se para fazer um último número, pedindo uma auditoria de emergência para averiguar a alegada fraude nesses estados, mas que será mais um número de teatro do que um número com consequências políticas.

Segundo aquele jornal, o golpe pode fazer com que o processo de votação para certificar o colégio eleitoral se arraste durante todo o dia e toda a noite do próximo dia 6 de janeiro, mas não terá muitas hipóteses de sair bem sucedido uma vez que os democratas detêm a maioria na Câmara dos Representantes e um elevado número de senadores republicanos já reconheceu a vitória de Biden — e é pouco provável que mude agora de posição e apoie o esforço dos colegas de partido.

A lei diz que qualquer membro, quer da Câmara dos Representantes quer do Senado, pode contestar o resultado do colégio eleitoral, e nesse caso as duas câmaras do Congresso devem debater e votar como consequência dessa contestação. São esses os planos dos aliados de Trump no Partido Republicano, que poderão atrasar o processo e a transição da pasta.

“O Congresso deve nomear imediatamente uma Comissão Eleitoral com plena autoridade para investigar e apurar os factos de forma a conduzir uma auditoria de 10 dias aos resultados eleitorais nos estados disputados”, lê-se no comunicado assinado por uma dezena de senadores republicanos. “Depois de concluída a investigação, os estados deveriam avaliar as conclusões e convocar uma sessão legislativa especial para mudar os seus votos, se for caso disso”, continua a ler-se.

Além de Ted Cruz e Ron Johnson, subscrevem a missiva também os senadores James Lankford, Steve Daines, John Kennedy, Marsha Blackburn, Mike Braun, Cynthia M. Lummis, Roger Marshall, Bill Hagerty, Tommy Tuberville e Josh Hawley.

No comunicado, além do pedido para a formação de uma auditoria de investigação urgente, os senadores baseiam-se ainda numa sondagem que diz que 40% dos cidadãos americanos acredita que a eleição foi fraudulenta e que deve ser feita uma recontagem para restaurar a confiança no sistema eleitoral norte-americano. “A desconfiança no processo democrático não vai desaparecer como por magia”, defendem os senadores republicanos, afirmando que essa é a sua maior preocupação. (Observador)