ETV-TI 28 de Novembro com falta de professores de Informática

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DÍLI – O Diretor da Escola Técnico-Vocacional de Tecnologia e Indústria (ETV-TI) 28 de Novembro, Pedro da Silva, disse na segunda-feira (02/03) que este estabelecimento de ensino tem vindo a enfrentar problemas, sobretudo a falta de professores de Informática.

“Apresentamos sempre as nossas dificuldades ao Governo, em particular a escassez de professores, porque não existem docentes que dominem algumas áreas”, afirmou o diretor da ETV-TI, em declarações aos jornalistas, em Becora.

Pedro da Silva referiu ainda que a escola mantém o seu pedido ao Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) para que possa recrutar professores, visto que o Ensino Técnico-Vocacional é diferente do Ensino Secundário-Geral.

Segundo o responsável, existe atualmente apenas um professor de Informática para lecionar quatro disciplinas do 10.º ao 12.º anos, como Sistemas Digitais e Arquitetura de Computadores, Comunicação de Dados, Desenho e Comunicação Visual bem como a Oficina. Referiu que esta insuficiência pode afetar o ensino.

O diretor salientou também que a ETV-TI 28 de Novembro dispõe atualmente de nove professores, três dos quais responsáveis pelo Departamento de Artes Gráficas, dois de Eletrónica, três de Eletricidade e outro de Informática.

Pedro da Silva sublinhou, de igual modo, que a escola dispõe recentemente de 49 funcionários, 28 dos quais professores efetivos, 16 contratados, três da administração e os outros guardas da escola. A ETV-TI 28 de Novembro possui, neste momento, 452 alunos, 151 deles do 10.º ano, 183 do 11.º e os restantes do 12.º ano.

O responsável da escola acrescentou que os estudantes do Departamento de Artes Gráficas estão divididos por três salas, os de Eletrónica por quatro, os de Eletricidade por três e os de Informática por quatro.

Também o Diretor da Escola Secundária Técnico-Vocacional, Grupo Técnico e Indústria (ESTV-GTI), Francisco Guterres, disse que esta unidade escolar tem lacunas, como a falta de professores nas áreas científicas e socioculturais.

Francisco Guterres pediu, por isso, ao Governo, sobretudo ao MEJD, que respondesse ao problema para que possa garantir, deste modo, uma formação de qualidade dos jovens. (ono)