Estudantes da UNTL vencem VII Prémio de Língua Portuguesa da Fundação Oriente

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Da esquerda para a direita – Joana Saraiva, Delegada da Fundação Oriente em Timor-Leste; Gerson Araújo, segundo colocado; Inocência Merelis do Rosário, primeira colocada; Paulo Lopes, Diretor Geral do BNU; Paulo Faria, coordenador científico-pedagógico do projeto FOCO da UNTL e presidente do júri do VII PLP, 2020.

DÍLI- A Fundação Oriente, anunciou, esta segunda-feira, os vencedores do VII Prémio de Língua Portuguesa de 2020, alunos da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL).

“Inocência Merelis do Rosário Osório, estudante do quarto ano do Departamento de Língua Portuguesa da Faculdade de Educação da UNTL, foi a grande vencedora, com o conto ‘Builai no mar azul’, enquanto Gerson Armindo da Silva Leite Araújo, aluno do quinto ano da Faculdade de Direito da mesma universidade, apresentou a concurso o texto ‘Henrique no país de outro mundo’, tendo alcançado o segundo lugar”, refere o comunicado da Fundação Oriente.

Segundo o documento, os dois jovens timorenses participarão, durante um mês, nos Cursos de Verão de Língua e Cultura Portuguesas numa universidade em Portugal, com todas as despesas pagas. Já o terceiro, quarto e quinto classificados, também estudantes da UNTL, terão a oportunidade de frequentar a formação de Língua Portuguesa, realizada em Timor-Leste, pela Fundação Oriente.

“No contexto das complicações da pandemia mundial da covid-19, as datas dos referidos cursos estão condicionadas à evolução da situação atual. Entretanto, os prémios estão assegurados aos vencedores para usufruírem logo que seja possível”, diz o comunicado.

Recorde-se que este é um concurso anual de escrita em português destinado aos alunos entre os 18 e os 24 anos de idade. Desde 2013, quando o prémio foi lançado, já foram enviados 15 jovens timorenses para universidades em Macau e Portugal.

O concurso deste ano, precedido de uma oficina de escrita dinamizada por escritores como Filinto Elísio, de Cabo Verde, Gonçalo Tavares, de Portugal, e Ondjaki, de Angola, começou em fevereiro e teve a participação de 25 candidatos.

Os contos apresentados a concurso foram avaliados em sistema de anonimato e com base num excerto do poema de Fernando Pessoa O Infante – “E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo”.

O comunicado refere ainda que o Prémio de Língua Portuguesa ganha este ano mais significado com a oficialização pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) do Dia Mundial da Língua Portuguesa. (isa)