Estrutura do CI mantém-se em funções até novas nomeações

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DÍLI- O Presidente do Conselho de Imprensa (CI), Virgílio Guterres, revelou, esta segunda-feira (11/05), que a estrutura deste órgão regulador da comunicação social se mantém em funções até a nova estrutura ser nomeada e tomar posse.

“O mandato da estrutura do CI já terminou ontem, mas o estado de emergência afetou a nomeação de novos membros. De acordo com a legislação, o CI realizará um congresso junto das associações de jornalistas em Timor-Leste para nomear os seus líderes e substituir estes elementos. Os estatutos do CI permitem que esta instituição mantenha o seu mandato até à tomada de posse ou nomeação dos novos membros do conselho”, disse Virgílio Guterres, em conferência de imprensa, em Quintal Boot, Díli.

Em jeito de balanço do mandato de quatro anos, Virgílio Guterres referiu as dificuldades que a estrutura do CI enfrentou, nomeadamente na melhoria das competências dos profissionais de comunicação social.

“Quero informar que, durante quatro anos, o Conselho de Imprensa enfrentou alguns desafios, sobretudo na melhoria da capacidade dos profissionais e conhecimento do público sobre o direito [dos jornalistas] a obter informação”, acrescentou.

O responsável recordou também que a comunicação social é um pilar importante da democracia.

“Acho que até agora ninguém questionou a liberdade nesta região, pois todos têm liberdade, sobretudo os profissionais de comunicação, que podem escrever. Mas a minha pergunta é a seguinte: ‘Temos a imprensa ou não?’ Imprensa não significa apenas ter rádio, televisão, jornais e plataformas online. Devemos definir que a imprensa serve para um controlo social”, disse.

Virgílio Guterres mostrou-se igualmente preocupado com as funções da comunicação social em Timor-Leste.

“A comunicação social em Timor é um pilar importante e faz parte do quinto poder. Temos a capacidade para educar e entreter o público? E estes são desafios para o CI”, acrescentou.

O responsável questionou ainda se a liberdade de imprensa e expressão estão a contribuir para a construção de Estado. (isa)