Estão em quarentena os 11 vietnamitas e dois indonésios detidos em Jaco

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Díli – Treze cidadãos estrangeiros, 11 vietnamitas e dois indonésios, que foram encontrados e detidos, na sexta-feira (12/06), no ilhéu de Jaco, no Município de Lautém, encontram-se agora num centro de quarentena, em Díli e sob investigação, revelou o Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, nesta segunda-feira (15/06).

“Estão agora a cumprir quarentena e a ser investigados para que sejam deportados para o seu país natal”, avançou Taur Matan Ruak aos jornalistas, após o encontro semanal com o Presidente da República, Francisco Guterres ‘Lú Olo’, no Palácio Presidencial.

Segundo informações a que o Timor Post teve acesso, devido à falta de combustível, estes cidadãos terão estado durante uma semana no mar e a sua embarcação terá sido trazida pela corrente até ao ilhéu de Jaco.

As autoridades locais, a equipa de saúde que combate a covid-19 e a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) foram alertados e os estrangeiros foram transportados para Díli de modo a cumprirem a quarentena e serem investigados.

O Comandante-Geral da PNTL, Faustino da Costa, disse que o Ministro do Interior tinha sido informado sobre o assunto.

“Demos orientações [às autoridades de Lautém] para que transportassem estes cidadãos para Díli. Além disso, vamos apreender o barco”, disse Faustino, na segunda-feira (15/06), no Quartel-Geral da PNTL, em Caicoli.

Questionado sobre a deportação destes estrangeiros, Faustino disse que não cabe apenas à PNTL tomar uma decisão, mas também ao Gabinete do Centro Integrado de Gestão de Crise, à Organização das Nações Unidas, à Organização Internacional para as Migrações, ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e às embaixadas relevantes em Timor-Leste.

“Estamos em fase de investigação. Disseram que o seu destino não era Timor, mas países vizinhos. Tiveram, depois, problemas a meio do caminho e acabaram por ser encontrados aqui. Contudo, isto, para nós, não é razão para que não se faça uma investigação profunda”, referiu.

O Administrador do Posto de Tutuala, Carlito Pereira, contou, por sua vez, ao Timor Post, que os pescadores viram o barco à meia-noite, mas não conseguiram contactar as autoridades devido à falta de rede de telemóvel. Alertaram, depois, no início da manhã.

O administrador referiu ainda que, segundo informações obtidas, estes cidadãos vieram de Jacarta, mas, a meio do caminho, tiveram problemas de combustível. Terão, depois, acabado por ser trazidos pela corrente para Jaco.

Segundo o dirigente, estes cidadãos contam duas versões– os da Indonésia disseram que os 11 companheiros terão adquirido o barco e lhes pagaram dez milhões de rupias indonésias (cerca de 710 dólares americanos) para os transportar para Darwin, na Austrália, enquanto os vietnamitas contaram que pretendiam regressar ao país.

“Um dos indonésios é capitão. Disseram que terão saído de Kendari, na Indonésia com destino a Darwin, na Austrália. No entanto, os cidadãos vietnamitas afirmaram que queriam viajar para o Vietname”, disse.

O administrador contou também que os tentou ajudar com combustível, mas a embarcação não funcionava.

Carlito recordou, por fim, que os pescadores transportaram os estrangeiros de barco para Jaco e a equipa da linha da frente na contenção da covid-19 de Lautém efetuou imediatamente testes do novo coronavírus a estas pessoas. (res/yto)

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