Escolas de Díli com dificuldades em cumprir normas sanitárias

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DÍLI- O Diretor da Educação do Município de Díli, Duarte Bragança, disse que as 197 escolas localizadas neste município, desde o Pré-escolar ao Ensino Secundário e Técnico-Vocacional, enfrentam vários desafios no cumprimento das normas sanitárias impostas pelo Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) e Ministério da Saúde (MS), nomeadamente a falta de água canalizada.

O responsável referiu que, no âmbito da crise sanitária provocada pela covid-19, os estabelecimentos de ensino no município de Díli enfrentam também carências ao nível de artigos de proteção individual.

“Hoje, procedemos à reavaliação para verificar os progressos e desafios que as escolas enfrentaram durante os três meses de implementação do estado de emergência”, disse Duarte Bragança, terça-feira (04/08), na Escola Básica Filial Nu’u Laran.

O dirigente recordou também que as escolas que retomaram as atividades letivas devem efetuar semanalmente uma desinfeção, mas tal não está a acontecer.

“Hoje, ouvimos as vossas dificuldades. Na nossa avaliação, verificamos que há vários obstáculos. Segundo as normas, deve ser efetuada a desinfeção semanal, embora, na realidade, não a façamos”, informou.

O diretor explicou igualmente que a verificação das escolas ainda não terminou devido à falta de transportes das equipas do MEJD e MS.

O Diretor da Escola Secundária Geral 12 de Novembro, em Becora, Aniceto Pedro da Costa, lembrou, por sua vez, que, de acordo com as regras do Ministério da Educação e Ministério da Saúde, as escolas que já cumprem os requisitos podem reabrir, sendo que as equipas terão de proceder a uma desinfeção semanal.

“As equipas do Ministério da Educação e Ministério da Saúde anunciaram a reabertura das aulas e a necessidade de se desinfetar semanalmente as salas de aula, mas não há uma equipa que o faça”, alertou.

Já a Coordenadora da Pré-Escola Núcleo Acanono, Maria de Fátima Barros, afirmou que, após a verificação da equipa, este estabelecimento escolar obteve autorização para reabrir, mas ainda não tem água canalizada.

“A equipa do Ministério da Educação veio à minha escola e disse que posso reiniciar as atividades letivas, mas a falta de água canalizada é uma grande dificuldade. Usaremos a da escola básica, quando reabrir”, referiu. (ono)

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