Equipa da Comissão E deteta problemas em centros de quarentena de Mota Ain

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Díli- A Comissão E dos Assuntos de Infraestruturas e Telecomunicações do Parlamento Nacional revelou, na sequência de uma operação de fiscalização efetuada na passada quarta-feira (17/06), que os centros de quarentena localizados junto à fronteira terrestre de Mota Ain apresentam condições precárias.

O Presidente da Comissão E, Abel Pires, disse serem necessários alguns ajustes nos vários centros, em particular no que diz respeito ao seu interior, para que se possam receber condignamente as pessoas que cumprem a quarentena.

A equipa incumbida de proceder à fiscalização dos edifícios tirou várias notas, tendo sido identificadas várias lacunas em relação aos quartos, casas de banho e salas destinadas aos médicos e seguranças.

Segundo o presidente, embora a reabilitação dos centros esteja concluída, a verdade é que o número de camas é bastante reduzido e o tanque de água localizado no seu exterior não preenche os padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Antes de chegarmos ao município de Bobonaro, demos conta de que o local, que outrora era um mercado tradicional junto à fronteira terrestre, agora deu lugar a diversos centros de quarentena. As casas foram já alvo de obras de reabilitação, mas apresentam ainda lacunas quanto ao seu recheio, pois faltam camas ou colchões. Constatámos que a maioria dos colchões se encontrava no chão por falta de camas. Este cenário, como é óbvio, não preenche os requisitos da OMS para ser um local de confinamento”, afirmou o Vice-Presidente da Comissão E, Fabião Oliveira, em Mota Ain.

O deputado sugeriu, por isso, ao Ministério da Saúde e Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC) que providenciassem camas para os quartos para que sejam garantidas as condições logísticas a todas as pessoas que vierem a cumprir os 14 dias de quarentena.

“Tanto o Ministério da Saúde como o Centro Integrado de Gestão de Crise devem assegurar as condições habitacionais para todos os cidadãos que cumpram a quarentena.  É obrigação de todos dar-lhes um tratamento digno, garantindo-lhes as condições de higiene”, afirmou.

O responsável lembrou, entretanto, que o Governo procedeu à reabilitação de dez centros de quarentena na zona de Mota Ain.

De acordo com a observação do Timor Post, a equipa destacada para o local efetuou uma operação de fiscalização de uma hora, tendo a seguir dialogado com os profissionais de saúde e a Unidade de Patrulhamento da Fronteira (UPF) para se inteirar acerca da situação. (flo)

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